Empresário suspeito de mandar matar colunista social em 1989 é preso no ES
Na última segunda-feira (4/2), foi preso o empresário José Andreatta, apontado pela polícia como mandante do assassinato da colunista social
Atualizado em 05/02/2013 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Maria Nilce, ocorrido em 1989, informou o portal G1. Ele saía de um supermercado quando foi reconhecido pelo delegado Danilo Bahiense e preso no Jardim da Penha, Vitória (ES). O mandado de prisão estava em aberto desde julho de 2012.
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A jornalista foi morta no dia 5 de julho de 1989 quando chegava com a filha a uma academia no bairro Praia do Canto, na capital capixaba. Os motivos do assassinato seriam as críticas e ameaças de anunciar envolvidos com tráfico de drogas na coluna social que escrevia para um jornal.
Crédito:Reprodução Colunista foi assassinada por denunciar crimes ligados ao empresário
Andreatta alega inocência. "É difícil saber por que meu nome está nesse processo. Eu não tinha motivos. Me sinto injustiçado. Sinceramente, eu não sei quem matou Maria Nilce. Não tenho ideia. Uma vez ela publicou que eu era casado com um travesti e eu não gostei, mas não fiz nada. Nem tinha contato com esses criminosos acusados de executá-la",afirmou.
Há cerca de uma semana, o delegado recebeu uma denúncia de que o empresário estaria transitando por Jardim da Penha, frequentando bares e supermercados do bairro. "Equipes fizeram buscas pela região, mas não o encontraram. Hoje pela manhã o avistei saindo de um supermercado e o chamei pelo nome. Ele atendeu e já sabia que seria preso", disse Bahiense.
Envolvidos no crime Em julho de 2012, o ex-policial militar Cezar Narcizo, acusado de ser um dos executores da jornalista, foi condenado a 19 anos de prisão.
Outro acusado de ser um dos executores, o policial civil aposentado Romualdo Eustáquio da Luz Faria, o "Japonês", não foi a julgamento porque, segundo sua defesa, tem insanidade mental e, precisa passar por exames.
A responsabilidade de cada um De acordo com o Tribunal de Justiça de Espírito Santo, o crime é um dos casos de maior repercussão do estado. A Polícia Civil começou a investigar o crime, mas por informações confusas o governo passou o caso para a Polícia Federal (PF). Andreatta foi apontado como mandante do do crime. Ele teria contratado o Japonês, que, por sua vez, teria subcontratado os pistoleiros José Sasso, que morreu envenenado na prisão em 1992, e Narciso.
O crime
Maria Nilce foi assassinada aos 48 anos, em 5 de julho de 1989. Ela estava chegando a uma academia, no bairro Praia do Canto, em Vitória, por volta das 7h, em companhia de uma das filhas. A academia ficava a cerca de 400 metros da residência da colunista e normalmente as duas iam a pé, mas naquele dia resolveram ir de carro porque a filha seguiria para a universidade onde estudava.
Quando Maria saltou do veículo, um homem apontou uma arma para sua nuca. Acionou o gatilho, mas a arma não disparou. A filha dela gritou, alertando a mãe, que correu em direção a um ônibus na parada em frente à academia e entrou no veículo. O assassino a seguiu e disparou quatro tiros. Três tiros atingiram a jornalista, que chegou morta ao Hospital das Clínicas.
José Sasso era acusado também de ser um dos assassinos do prefeito Anastácio Cassaro, de São Gabriel da Palha. Outro acusado no caso da jornalista foi o piloto Marcos Egydio Costa, que deu fuga em seu avião aos pistoleiros. Ele ia a julgamento junto com Japonês e Narcizo, mas foi assassinado no dia 27 de janeiro deste ano.
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A jornalista foi morta no dia 5 de julho de 1989 quando chegava com a filha a uma academia no bairro Praia do Canto, na capital capixaba. Os motivos do assassinato seriam as críticas e ameaças de anunciar envolvidos com tráfico de drogas na coluna social que escrevia para um jornal.
Crédito:Reprodução Colunista foi assassinada por denunciar crimes ligados ao empresário
Andreatta alega inocência. "É difícil saber por que meu nome está nesse processo. Eu não tinha motivos. Me sinto injustiçado. Sinceramente, eu não sei quem matou Maria Nilce. Não tenho ideia. Uma vez ela publicou que eu era casado com um travesti e eu não gostei, mas não fiz nada. Nem tinha contato com esses criminosos acusados de executá-la",afirmou.
Há cerca de uma semana, o delegado recebeu uma denúncia de que o empresário estaria transitando por Jardim da Penha, frequentando bares e supermercados do bairro. "Equipes fizeram buscas pela região, mas não o encontraram. Hoje pela manhã o avistei saindo de um supermercado e o chamei pelo nome. Ele atendeu e já sabia que seria preso", disse Bahiense.
Envolvidos no crime Em julho de 2012, o ex-policial militar Cezar Narcizo, acusado de ser um dos executores da jornalista, foi condenado a 19 anos de prisão.
Outro acusado de ser um dos executores, o policial civil aposentado Romualdo Eustáquio da Luz Faria, o "Japonês", não foi a julgamento porque, segundo sua defesa, tem insanidade mental e, precisa passar por exames.
A responsabilidade de cada um De acordo com o Tribunal de Justiça de Espírito Santo, o crime é um dos casos de maior repercussão do estado. A Polícia Civil começou a investigar o crime, mas por informações confusas o governo passou o caso para a Polícia Federal (PF). Andreatta foi apontado como mandante do do crime. Ele teria contratado o Japonês, que, por sua vez, teria subcontratado os pistoleiros José Sasso, que morreu envenenado na prisão em 1992, e Narciso.
O crime
Maria Nilce foi assassinada aos 48 anos, em 5 de julho de 1989. Ela estava chegando a uma academia, no bairro Praia do Canto, em Vitória, por volta das 7h, em companhia de uma das filhas. A academia ficava a cerca de 400 metros da residência da colunista e normalmente as duas iam a pé, mas naquele dia resolveram ir de carro porque a filha seguiria para a universidade onde estudava.
Quando Maria saltou do veículo, um homem apontou uma arma para sua nuca. Acionou o gatilho, mas a arma não disparou. A filha dela gritou, alertando a mãe, que correu em direção a um ônibus na parada em frente à academia e entrou no veículo. O assassino a seguiu e disparou quatro tiros. Três tiros atingiram a jornalista, que chegou morta ao Hospital das Clínicas.
José Sasso era acusado também de ser um dos assassinos do prefeito Anastácio Cassaro, de São Gabriel da Palha. Outro acusado no caso da jornalista foi o piloto Marcos Egydio Costa, que deu fuga em seu avião aos pistoleiros. Ele ia a julgamento junto com Japonês e Narcizo, mas foi assassinado no dia 27 de janeiro deste ano.






