Emissora dos EUA é condenada a indenizar repórter demitida por "ser velha"
Emissora dos EUA é condenada a indenizar repórter demitida por "ser velha"
Atualizado em 16/08/2010 às 09:08, por
Silvia Dutra/Colaboração ao Portal IMPRENSA e dos Estados Unidos.
Por Quase um milhão de dólares foi a compensação que a Corte de Justiça de Miami ordenou que a emissora de televisão WSVN pague à reporter Marilyn Mitzel. Um júri de seis pessoas aceitou as acusações de que a demissão ocorreu devido à discriminação pela idade e aparência da profissional. O veredicto foi anunciado na última sexta-feira (13).
Marilyn foi despedida em 2005, aos 52 anos de idade, após trabalhar por 17 anos como repórter na editoria de Saúde. Na época, ela recebia o maior salário na empresa, 158 mil dólares anuais, e tinha ainda dois anos de contrato para cumprir. Com a decisão judicial, ela deve receber 937 mil dólares, sendo 790 mil em salários e indenizações e 97 mil em plano de aposentadoria. A Corte ordenou, ainda, que a emissora pague outros 50 mil dólares, a título de "punição pelos prejuízos sofridos pela repórter".
Apesar da indenização concedida ser menos da metade do que a repórter havia inicialmente solicitado, seus advogados comemoraram o veredicto. "A emissora vai pagar por tudo que ela deixou de ganhar nesses anos e, mais importante, passamos a mensagem para a WSVN e outras empresas do ramo de que eles devem tratar de forma diferente as mulheres mais velhas".
Durante o julgamento da ação, a vice-presidente da WSVN, Alice Jacobs, afirmou que Marilyn foi demitida porque a empresa decidiu reduzir a cobertura de assuntos relacionados à área de atuação da repórter, e não por causa de sua idade ou aparência. Carmel Cafiero, atualmente a repórter mais velha da emissora, com 63 anos, foi convocada para testemunhar e apoiar a versão da empresa.
Os advogados de Marilyn Mitzel, entretanto, utilizaram a própria Carmel contra a emissora, alegando que, em 2005, ela recebia 112 mil dólares anuais, após 32 anos de serviços prestados, enquanto os repórteres masculinos Patrick Fraser e Derek Hayward, mais jovens e inexperientes, recebiam 123 e 117 mil dólares anuais, respectivamente. "Isso é evidência adicional de discriminação contra mulheres mais velhas", disseram os advogados de Marilyn, William e Karen Amlong. Eles também apresentaram provas de que a emissora não reduziu significantemente a cobertura de assuntos sobre Saúde, após a demissão de Marilyn Mitzel.
A WSVN contesta as acusações e já anunciou que vai recorrer da decisão judicial.
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| Divulgação | |
| Marilyn Mitzel |
Apesar da indenização concedida ser menos da metade do que a repórter havia inicialmente solicitado, seus advogados comemoraram o veredicto. "A emissora vai pagar por tudo que ela deixou de ganhar nesses anos e, mais importante, passamos a mensagem para a WSVN e outras empresas do ramo de que eles devem tratar de forma diferente as mulheres mais velhas".
Durante o julgamento da ação, a vice-presidente da WSVN, Alice Jacobs, afirmou que Marilyn foi demitida porque a empresa decidiu reduzir a cobertura de assuntos relacionados à área de atuação da repórter, e não por causa de sua idade ou aparência. Carmel Cafiero, atualmente a repórter mais velha da emissora, com 63 anos, foi convocada para testemunhar e apoiar a versão da empresa.
Os advogados de Marilyn Mitzel, entretanto, utilizaram a própria Carmel contra a emissora, alegando que, em 2005, ela recebia 112 mil dólares anuais, após 32 anos de serviços prestados, enquanto os repórteres masculinos Patrick Fraser e Derek Hayward, mais jovens e inexperientes, recebiam 123 e 117 mil dólares anuais, respectivamente. "Isso é evidência adicional de discriminação contra mulheres mais velhas", disseram os advogados de Marilyn, William e Karen Amlong. Eles também apresentaram provas de que a emissora não reduziu significantemente a cobertura de assuntos sobre Saúde, após a demissão de Marilyn Mitzel.
A WSVN contesta as acusações e já anunciou que vai recorrer da decisão judicial.
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