Em uma semana, três jornalistas são assassinadas na AL em decorrência de suas atuações profissionais
Três jornalistas foram assassinadas na América Latina esta semana em decorrência de suas atuações profissionais. Duas mortes ocorreram no México, na segunda-feira (9), e uma no Chile, nesta quinta-feira (12).
Atualizado em 13/05/2022 às 14:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
No país sul-americano, a jornalista Francisca Sandoval, que trabalhava no site de notícias Señal 3 La Victoria e havia sido baleada enquanto cobria uma manifestação do Dia do Trabalho em Santiago, morreu aos 30 anos depois de 12 dias internada.
Ela foi uma das três pessoas feridas a tiros durante confrontos ocorridos no dia 1 de maio, na capital chilena, entre comerciantes e manifestantes. A jornalista foi baleada no rosto e não resistiu a uma lesão cerebral. Três pessoas foram presas acusadas dos disparos. Crédito: Reprodução Twitter Jornalistas mexicanas do site Veraz foram assassinadas em 9 de maio após denúncias contra autoridades policiais Já no México, país que vem sendo sucessivamente considerado o mais perigoso do mundo para a atuação de jornalistas, a repórter televisiva Yesenia Falconi e a cinegrafista Sheila Johana García foram assassinadas na cidade de Cosoleacaque, também vítimas de disparos de arma de fogo.
Crime organizado
O crime ocorreu quando elas estavam do lado de fora de uma loja de conveniência e homens armados se aproximaram e atiraram à queima-roupa. Yesenia recentemete denunciou irregularidades na polícia mexicana e o envolvimento de oficiais com o crime organizado.
As jornalistas trabalhavam no site de notícias Veraz, que atua no sul do estado de Veracruz. Em entrevista à mídia local, a mãe de Yesenia disse que sua filha já havia recebido ameaças e vinha sendo perseguida.
Governador de Veracruz, Cuitláhuac García Jiménez determinou que a Procuradoria do Estado investigue os crimes. Outros 35 jornalistas foram assassinados no México desde o início do governo do atual presidente, Andrés Manuel López Obrador.
Para a Comissão Estadual de Atendimento e Proteção aos Jornalistas (CEAPP, na sigla em espanhol), a atividade jornalística de ambas as comunicadoras motivou o crime.





