Em parceria com Forbidden Stories, Folha publica matéria sobre uso de fake news para lavar reputação de corruptos
A Folha de S. Paulo publicou nesta sexta-feira (17 fev/23) uma reportagem feita em parceria com a Forbidden Stories, rede de jornalismo colaborativa dedicada a dar continuidade ao trabalho de jornalistas ameaçados, presos ou mortos.
Atualizado em 17/02/2023 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Assinada pela jornalista Patrícia Campos Mello, a matéria revela que a multinacional Eliminalia, que seria especializada em manipular buscas no Google e criar conteúdo desinformativo para lavar a reputação de clientes, prestou serviços no Brasil a acusados de corrupção e tráfico de drogas.
Um dos clientes da empresa seria Airton Grazzioli, ex-promotor do Ministério Público de São Paulo que foi denunciado por lavagem de dinheiro em 2021. Crédito: Reprodução Twitter A reportagem integra a série Story Killers, que é coordenada pelo consórcio Forbidden Stories, do qual a Folha faz parte. O trabalho revelou que, para reduzir a visibilidade das denúncias contra Grazzioli, a Eliminalia elimnou conteúdo antes disponíveis online, além de produzir e publicar reportagens falsas sobre ele. Pelo serviço, o ex-promotor teria pago € 19,7 mil.
Segundo a matéria da Folha e da Forbidden Stories, a Eliminalia usa "métodos escusos para apagar o passado digital de clientes investigados ou condenados por crimes como tráfico de drogas, corrupção, tortura e exploração de mulheres".
Tais métodos incluiriam manipulação do sistema de buscas do Google, criação de sites com notícias falsas, denúncias falsas de violação de direitos autorais e emails de autoridades apócrifas destinados a ameaçar veículos de imprensa.





