Em meio a tensões diplomáticas, último correspondente indiano é instruído a deixar a China

Embora representantes dos dois países não tenham feito nenhum comunicado oficial sobre o assunto, a imprensa internacional tem noticiado queas crescentes tensões entre a China e a Índia afetaram o trabalho dos jornalistas indianos que atuam como correspondentes estrangeiros na potência comunista.

Atualizado em 12/06/2023 às 15:06, por Redação Portal IMPRENSA.



Considerado o último jornalista indiano na China, um repórter do jornal Press Trust of India teria sido instruído hoje a deixar o país. A notícia foi divulgada após a recente saída da China de um correspondente do Hindustan Times e a negação, em abril, de renovações de visto pela diplomacia chinesa a repórteres do Prasar Bharati e do The Hindu. Crédito:Andrea Verdelli\\Bloomberg-reprodução CNN Mídia estatal cobre evento do Partido Comunista chinês realizado em Pequim em outubro de 2022 As tensões entre Pequim e Nova Délhi teriam relação com um confronto ocorrido em 2020 na fronteira entre os dois países localizada na região do Himalaia. As notícias dão conta de que a China tentou minimizar o problema, a fim de que ele não resvalasse nos laços comerciais e diplomáticos. Mas a Índia teria insistido que a normalização das relações depende da resolução desse conflito.
Outros conflitos

Esta não é a primeira vez que a China se envolve em disputas de vistos com jornalistas estrangeiros. Em 2021, o país expulsou jornalistas americanos depois que o governo dos EUA, sob o comando do então presidente Donald Trump, rotulou empresas de mídia chinesas como "missões estrangeiras" e impôs limites ao número de jornalistas chineses permitidos no país.
Em outro episódio recente, ocorrido em 2020, dois jornalistas australianos foram forçados a fugir da China em meio à deterioração das relações diplomáticas entre as duas nações. Inicialmente impedidos de sair do país asiático, os jornalistas passaram cinco dias sob proteção consular, até que os diplomatas australianos negociaram sua saída. À época Pequim acusou a Austrália de invadir as casas de funcionários da mídia estatal chinesa e confiscar suas propriedades.