Em meio a queda generalizada no interesse por notícias, Reuters aponta crescimento do "jornalismo positivo"
Divulgada ontem, a edição 2023 do relatório anual do Instituto Reuters sobre hábitos de consumo de notícias entrevistou 94 mil pessoas em 46países, incluindo o Brasil.
Atualizado em 15/06/2023 às 11:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Do total de entrevistados, 36% disseram evitá-las. No Brasil o índice é maior, atingindo 41%. Na mesma linha, apenas 48% dos entrevistados afirmaram ter grande interesse em notícias, contra 63% em 2017.
Muitos dos entrevistados afirmaram que restringem seu consumo de notícias sobre assuntos específicos. Neste grupo haveria maior interesse pelo chamado jornalismo positivo ou de soluções, que ajudaria a entender e a enfrentar problemas do dia-a-dia. Crédito: Reprodução Relatório mostrou que no Brasil 41% dos entrevistados evitam consumo de notícias, contra 36% da média internacional No corte por tipo de mídia, o interesse por notícias veiculadas em TV e impressos caiu mais do que em sites e mídias sociais. A proporção dos que se informam pelas mídias sociais é de 30%, contra apenas 22% dos que continuam preferindo notícias veículadas por veículos de imprensa tradicionais.
Países desenvolvidos preferem veículos tradicionais
Países mais desenvolvidos, como os escandinavos, apresentaram maior preferência por consumir notícias em veículos tradicionais. Na Finlândia, líder do ranking, este índice é de 63%, um pouco acima do apresentado por Noruega, Dinamarca e Suécia.
Entre os países com maior proporção de pessoas que preferem acessar notícias pelas mídias sociais estão a Tailândia (64%), seguida por Filipinas, Chile e Peru.
Revertendo o aumento observado durante a pandemia, a confiança nas notícias também teve queda. Apenas 40% dos entrevistados dizem confiar nas notícias e 56% se preocupam em identificar a diferença entre notícias verdadeiras e falsas na internet.
Embora a maioria dos entrevistados tenha afirmado que prefere ler as notícias em vez de assisti-las ou ouvi-las, o trabalho indicou que o consumo de notícias em vídeo tem crescido constantemente, puxado principalmente pelo YouTube e pelo Facebook.
Quanto aos podcasts, o relatório apontou que eles continuam atraindo principalmente o público mais jovem. Apenas 34% dos entrevistados disseram acessar podcasts mensalmente.
A pesquisa também destacou a desconfiança nos algoritmos usados pelas mídias sociais para a seleção do conteúdo que aparece no feed de notícias.
Apenas 30% dos entrevistados acreditam que notícias selecionadas por algoritmos são confiáveis, contra 36% em 2016. Apesar da queda, a taxa é maior dos que os 27% que preferem uma seleção feita por jornalistas e veículos de imprensa tradicionais.
A pesquisa também mostrou que o TikTok já é a terceira rede mais usada pelos jovens de 18 a 24 anos para se informar. Nesse faixa etária, 38% dos entrevistados preferem esta plataforma de vídeos curtos para consumir notícias, contra 5% em 2019. O líder nesse grupo etário continua sendo o Instagram, que é usado por 60% dos jovens para se informar.
O trabalho também indicou que usuários do Twitter têm maior interesse por assuntos mais complexos, como política e negócios. No TikTok, Instagram e Facebook haveria maior interesse por sátiras relacionadas a notícias, e não a notícias propriamente ditas.
Muitos dos entrevistados afirmaram que restringem seu consumo de notícias sobre assuntos específicos. Neste grupo haveria maior interesse pelo chamado jornalismo positivo ou de soluções, que ajudaria a entender e a enfrentar problemas do dia-a-dia. Crédito: Reprodução Relatório mostrou que no Brasil 41% dos entrevistados evitam consumo de notícias, contra 36% da média internacional No corte por tipo de mídia, o interesse por notícias veiculadas em TV e impressos caiu mais do que em sites e mídias sociais. A proporção dos que se informam pelas mídias sociais é de 30%, contra apenas 22% dos que continuam preferindo notícias veículadas por veículos de imprensa tradicionais.
Países desenvolvidos preferem veículos tradicionais
Países mais desenvolvidos, como os escandinavos, apresentaram maior preferência por consumir notícias em veículos tradicionais. Na Finlândia, líder do ranking, este índice é de 63%, um pouco acima do apresentado por Noruega, Dinamarca e Suécia.
Entre os países com maior proporção de pessoas que preferem acessar notícias pelas mídias sociais estão a Tailândia (64%), seguida por Filipinas, Chile e Peru.
Revertendo o aumento observado durante a pandemia, a confiança nas notícias também teve queda. Apenas 40% dos entrevistados dizem confiar nas notícias e 56% se preocupam em identificar a diferença entre notícias verdadeiras e falsas na internet.
Embora a maioria dos entrevistados tenha afirmado que prefere ler as notícias em vez de assisti-las ou ouvi-las, o trabalho indicou que o consumo de notícias em vídeo tem crescido constantemente, puxado principalmente pelo YouTube e pelo Facebook.
Quanto aos podcasts, o relatório apontou que eles continuam atraindo principalmente o público mais jovem. Apenas 34% dos entrevistados disseram acessar podcasts mensalmente.
A pesquisa também destacou a desconfiança nos algoritmos usados pelas mídias sociais para a seleção do conteúdo que aparece no feed de notícias.
Apenas 30% dos entrevistados acreditam que notícias selecionadas por algoritmos são confiáveis, contra 36% em 2016. Apesar da queda, a taxa é maior dos que os 27% que preferem uma seleção feita por jornalistas e veículos de imprensa tradicionais.
A pesquisa também mostrou que o TikTok já é a terceira rede mais usada pelos jovens de 18 a 24 anos para se informar. Nesse faixa etária, 38% dos entrevistados preferem esta plataforma de vídeos curtos para consumir notícias, contra 5% em 2019. O líder nesse grupo etário continua sendo o Instagram, que é usado por 60% dos jovens para se informar.
O trabalho também indicou que usuários do Twitter têm maior interesse por assuntos mais complexos, como política e negócios. No TikTok, Instagram e Facebook haveria maior interesse por sátiras relacionadas a notícias, e não a notícias propriamente ditas.





