Em meio à pandemia, campanha #FreeThePress pede a libertação de jornalistas presos

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) lançou a campanha #FreeThePress (liberte a imprensa, em tradução livre) para pedir a libertação de todos os jornalistas presos em meio à pandemia provocada pela COVID-19.

Atualizado em 13/04/2020 às 18:04, por Redação Portal IMPRENSA.

São mais de 250 profissionais, em todo o mundo, que estão na prisão.
Crédito:Reprodução / CPJ
Como parte da campanha, o CPJ publicou uma carta aberta aos líderes mundiais, junto a mais de 80 organizações globais de liberdade de imprensa e direitos humanos, e lançou uma petição global, que já foi assinada por mais de 6.500 pessoas.
Na carta, o CPJ e parceiros pedem às autoridades que libertem esses presos políticos de forma imediata e incondicional. “Para jornalistas presos em países afetados pelo vírus, a liberdade é agora uma questão de vida ou morte. Jornalistas aprisionados não têm controle sobre seu ambiente, não podem escolher isolar-se e geralmente não recebem os cuidados médicos necessários”, destaca trecho da carta.
E lembra que a Organização Mundial da Saúde declara que as pessoas privadas de liberdade são mais vulneráveis à doença provocada pelo COVID-19 do que a população em geral.
Crédito:Reprodução / Twitter
Em apoio à campanha, foram publicados nas redes sociais os depoimentos de duas profissionais. A jornalista e ativista de direitos humanos Nguyen Ngoc Nhu Quynh passou dois anos presa no Vietnã, e tinha sido sentenciada a dez anos. “Sei que aprisionar jornalistas já é um desastre humanitário. Dar continuidade ao tempo de prisão durante a pandemia está aprofundando este desastre humanitário”, reforça.
O outro depoimento é de Lúcia Pineda Ubau, jornalista no canal 100% Noticias, da Nicarágua, que ficou presa injustamente por seis meses. “A liberdade é questão de vida ou morte. Cada dia que um jornalista passa na prisão é uma sentença de morte... O coronavírus não olha para as ideologias. É hora de libertar para salvar vidas”, destaca.
Para assinar a petição da campanha #FreeThePress, acesse o .