Em mea-culpa, Chico Buarque diz que cidadão pode não querer ser biografado

Na última quinta-feira (17/10), O cantor e compositor Chico Buarque fez um mea-culpa sobre seu apoio à autorização prévia de figuras célebres ou de seus herdeiros para a comercialização de biografias.

Atualizado em 18/10/2013 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

No entanto, voltou a defender "que o cidadão tem o direito de não querer ser biografado".


Crédito:Divulgação Compositor defende que nem todo cidadão quer ser biografado


Em entrevista a Lucas Neves, da Folha de S.Paulo , o cantor gerou polêmica após publicar artigo em O Globo, na última quarta (16/10), defendendo o direito à privacidade de Roberto Carlos, que conseguiu impedir uma obra a seu respeito em 2007.


"Posso até não estar muito bem informado sobre as leis e posso ter me precipitado [...] repito: posso ter me enganado [...] se a lei está errada, se eu estou errado, tudo bem, perdi", declarou.


Entretanto, Buarque diz entender que "alguns artistas, algum cidadão, algum ator queira preservar a sua intimidade [...] São problemas que não são levados pelo artista ao público, [questões] com que ele toma o maior cuidado. Não transforma isso em música, não escreve a respeito, quer preservar para si. Acho respeitável", acrescentou.


Quanto aos questionamentos de incoerência de sua posição, de Caetano e Gilberto Gil após terem sido perseguidos e censurados durante a ditadura e se aliarem a uma “defesa da censura”, como consideram alguns críticos, o compositor explica que dizer que é censura “é um pouco pesado”.


Ele relata que não possui muito conhecimento sobre essa parte da legislação, mas entende que há um contraponto. “Parece que na lei há esse conflito entre a liberdade de expressão, que é justa e louvável, e o direito à privacidade. São duas coisas que entram em conflito, e é isso que tem de se resolver na lei. Parece que a lei é ambígua --é a informação que eu tenho”, finaliza.


Leia também

- - -