Em Cúpula Mundial de Mídia, grupos de comunicação defendem conteúdo pago na internet

Em Cúpula Mundial de Mídia, grupos de comunicação defendem conteúdo pago na internet

Atualizado em 09/10/2009 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Eu reunião da Cúpula Mundial de Mídia, realizada em Pequim (China) nesta sexta-feira (09), diretores de grandes grupos de comunicação do mundo todo defenderam a necessidadede tomar medidas radicias para que a informação online deixe de ser gratuita.

Cerca de 300 representantes de 170 empresas do setor participaram da abertura da Cúpula, no Grande Palácio do Povo de Pequim. Entre eles, Thomas Curley, presidente e executivo-chefe da agência Associated Press (AP), que defendeu a propriedade intelectual do conteúdo.

Divulgação
Rupert Murdoch

Para ele, a cobrança de informação na internet, é um dos desafios "mais difíceis, e fomos muito lentos para reagir a 15 anos" de popularização da web. Já Rupert Murdoch, presidente e diretor-geral da News Corporation, declarou que "a informação de qualidade deve ser paga. É um conceito errado pensar que deve ser de graça. No entanto, se a internet representa uma era de mudanças sem precedentes, também oferece oportunidades".

Segundo a agência de notícias Efe, Hu Jintao, presidente da China, disse que a nova era da informação oferece aos veículos de imprensa e empresas chinesas de entretenimento muitas oportunidades para expandir sua influência internacional e obter receitas.

Ele afirmou que, ao garantir os direitos legítimos e os interesses dos veículos de imprensa estrangeiros no país, receba em troca responsabilidade "para uma informação verdadeira e objetiva". "Continuaremos levando a público os assuntos estatais, aumentando a distribuição de informação, facilitando coberturas de acordo com as leis e regulações da China", declarou Hu.

Organizada pela agência oficial chinesa Xinhua e por oito empresas internacionais do setor (News Corporation, AP, Reuters, Itar-Tass, Kyodo News, BBC, Turner Broadcasting System e Google Inc.), a Cúpula Mundial de Mídia procura soluções para os novos desafios da área e a crise financeira.

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