Em coletiva, Geraldo Alckmin se atrapalha e diz que “falta água” em SP
Aos repórteres, o governador paulista negara um eventual racionamento no estado. Porém, se atrapalhou e admitiu a “falta de água” no estado.
Atualizado em 07/10/2014 às 13:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um dia após se reeleger no primeiro turno, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) se confundiu ao responder questões sobre um eventual racionamento de água no Estado. Em entrevista coletiva, o político foi questionado sobre relatos de moradores à imprensa, que afirmam haver interrupções no abastecimento em diversas regiões paulistas. Ele negou veementemente.
Crédito:Divulgação Governador reeleito afirmou que "falta água" na capital, mas se corrigiu
Aos jornalistas, Alckmin se atrapalhou e disse que “não tem água” na capital. “Não tem falta” (de água), corrigiu-se, na sequência. Segundo o portal Terra, a primeira reserva técnica do reservatório da Cantareira está próximo do fim. O sistema abastece 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, de acordo com o G1. Para o governador paulista, no entanto, “não há e não haverá racionamento”.
O tucano disse ainda que os problemas levantados pelos consumidores “são pontuais”. “Houve uma economia em praticamente 78% da região metropolitana de São Paulo com os bônus (por queda de consumo). Quando se faz o racionamento, zera a pressão, e quando a água volta, você tem um problema maior de perda”, justificou o governador, que garantiu a promoção estendida até o verão.
A medida foi implementada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em março e promove um desconto de 30% na conta de quem economizar ao menos 20% do consumo. “Não tem falta de água. É só mandar para nós (os relatos de interrupção do fornecimento) que nós verificamos”, disse ele, que acredita que o segundo volume técnico do Cantareira “é suficiente”.
“Houve muita exploração política (do tema). Acabou o inverno, estamos na primavera, e não vai faltar água”, concluiu. A segunda reserva técnica (ou “volume morto”) do Cantareira tem 108 bilhões de metros cúbicos de água. Embora o governo paulista ressalte que não há racionamento no Estado, a Folha de S.Paulo uma reportagem confirmando a existência do ato técnico na região.
No último sábado (4/10), o jornal revelou que o rodízio já atinge 2,77 milhões de pessoas em 25 municípios. Ele ocorre em locais onde os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto de responsabilidade das prefeituras, e afeta cidades que captam o recurso de rios, lagoas, represas, córregos, reservatórios e poços subterrâneos. Nenhuma delas tem prazo para o fim da medida oficial.
A entrevista do governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi concedida no comitê da campanha de Aécio Neves. Na segunda-feira (6/10), o presidenciável reuniu integrantes de sua equipe para discutir suas estratégias no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto. Ele enfrentará a presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT), que obteve 41,59% dos votos válidos. Aécio teve 33,55%.
Crédito:Divulgação Governador reeleito afirmou que "falta água" na capital, mas se corrigiu
Aos jornalistas, Alckmin se atrapalhou e disse que “não tem água” na capital. “Não tem falta” (de água), corrigiu-se, na sequência. Segundo o portal Terra, a primeira reserva técnica do reservatório da Cantareira está próximo do fim. O sistema abastece 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, de acordo com o G1. Para o governador paulista, no entanto, “não há e não haverá racionamento”.
O tucano disse ainda que os problemas levantados pelos consumidores “são pontuais”. “Houve uma economia em praticamente 78% da região metropolitana de São Paulo com os bônus (por queda de consumo). Quando se faz o racionamento, zera a pressão, e quando a água volta, você tem um problema maior de perda”, justificou o governador, que garantiu a promoção estendida até o verão.
A medida foi implementada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em março e promove um desconto de 30% na conta de quem economizar ao menos 20% do consumo. “Não tem falta de água. É só mandar para nós (os relatos de interrupção do fornecimento) que nós verificamos”, disse ele, que acredita que o segundo volume técnico do Cantareira “é suficiente”.
“Houve muita exploração política (do tema). Acabou o inverno, estamos na primavera, e não vai faltar água”, concluiu. A segunda reserva técnica (ou “volume morto”) do Cantareira tem 108 bilhões de metros cúbicos de água. Embora o governo paulista ressalte que não há racionamento no Estado, a Folha de S.Paulo uma reportagem confirmando a existência do ato técnico na região.
No último sábado (4/10), o jornal revelou que o rodízio já atinge 2,77 milhões de pessoas em 25 municípios. Ele ocorre em locais onde os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto de responsabilidade das prefeituras, e afeta cidades que captam o recurso de rios, lagoas, represas, córregos, reservatórios e poços subterrâneos. Nenhuma delas tem prazo para o fim da medida oficial.
A entrevista do governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi concedida no comitê da campanha de Aécio Neves. Na segunda-feira (6/10), o presidenciável reuniu integrantes de sua equipe para discutir suas estratégias no segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto. Ele enfrentará a presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT), que obteve 41,59% dos votos válidos. Aécio teve 33,55%.





