Elle entrevista os principais estilistas da SPFW

Elle entrevista os principais estilistas da SPFW

Atualizado em 01/07/2005 às 09:07, por Fonte: Maxpress.

A revista ELLE entrevistou os principais estilistas brasileiros que participam da 19ª edição da semana de moda de São Paulo, a São Paulo Fashion Week. Aqui, os principais trechos das entrevistas, que podem ser conferidas na íntegra no hotsite do evento - www.elle.com.br.

Amir Slama
Para Amir Slama, que além da Rosa Chá também é presidente da ABEST (Associação Brasileira de Estilistas) cada desfile é como um filho, ele gosta de todos. Além disso, fala da importância de um evento como esse para o crescimento da marca: "Organizar o mercado em um calendário foi essencial para nós (e para o mercado como um todo)". Porém, em sua opinião, o desfile na SPFW não garante a visibilidade da marca: "Ele faz parte de uma série de ações que se iniciam, a cada estação, com o desfile. O catálogo, as imagens e o trabalho no ponto de venda são as outras ações".

Renato Kherlakian - A magia do raio
O dono da Zapping e da Zoomp, marca que completou 30 anos como referência em jeanswear chic, sabe muito bem das delícias e dificuldades de fazer moda no Brasil. "A Zoomp existe há 30 anos. Nos anos 80 formamos o Núcleo São Paulo de Moda, depois o Núcleo Paulista de Moda. Naquela época, éramos tupiniquins. Começamos a aprimorar as coleções para mostrá-la aos formadores de opinião e ao mercado, mas os desfiles foram apenas ensaios para um esquema organizado que viria depois. Como tudo dependia de patrocinadores, os projetos não duraram muito. Talvez por falta de um Paulo Borges".
Para ele, a década de noventa não teve nada de especial em relação a desfiles. "Criei a Zapping nessa época, como marca de streetwear. Mostrei o que era fazer um desfile com cenário, iluminação. Dali em diante - você vai me achar pretensioso - eu forcei o Paulo a buscar mais profissionalismo na área. Com a SPFW o mercado da moda apresentou os primeiros sintomas de organização. A mola propulsora foi o crescimento da moda, do mercado. Deixamos de comprar e vender roupas para vender comportamento, conceito. Hoje ninguém compra nada sem ver os desfiles e ouvir e ler as opiniões".
Tufi Duek - Imagens de moda
Com trilha e cenografia cuidadosamente pensadas, os desfiles da Forum, de Tufi Duek, são concorridíssimos. Para ele, a moda passou a ser um assunto de interesse nacional. "A SPFW foi essencial para criar um calendário oficial de moda, para o profissionalismo da indústria da moda e para a repercussão internacional dos designers brasileiros. Uma força inegável para o nosso segmento".

Fause Haten - Moda com feeling
Da Der Haten, sua primeira marca, à Fause Haten, grife que leva seu nome, o estilista conta como viu sua empresa crescer depois da SPFW. "A SPFW criou a concorrência na moda, impulsionou o mercado e foi fundamental para mostrar nosso trabalho para o mundo. No início, muitas marcas pequenas colocaram a cara a tapa, já que desfilavam ao lado de grandes nomes. Mas desfilar apenas não basta. Cada marca deve fazer seu trabalho comercial para não passar pelo evento e desaparecer".
O estilista faz ainda um balanço da semana de moda: "Quando eu tinha a Der Haten, apenas fazia roupas. Agora sou uma marca. Já fiz desfiles em Nova York, vendo nos Estados Unidos e no Oriente Médio, tenho rede de distribuição e linhas de produtos - tem a masculina, de lingeries, sapatos, bolsas, jóias, óculos de sol e até de receituário. A SPFW me deu a visibilidade necessária".