"Elis está viva e cantando cada vez melhor”, destaca Júlio Maria, biógrafo da cantora
Jornalista lança, no próximo semestre, biografia da maior cantora da Música Popular Brasileira.
Atualizado em 24/04/2014 às 16:04, por
Christh Lopes*.
Júlio Maria, jornalista de O Estado de S. Paulo, ficou encarregado de escrever a principal obra sobre a maior cantora da música popular brasileira. A biografia de Elis Regina está em fase final de produção e será lançada no segundo semestre de 2014. O repórter já havia publicado o livro “Palavra Cruzada - O Jogo da entrevista”, pela Editora Seoman, no qual reuniu as cinquenta melhores entrevistas produzidas por ele no Jornal da Tarde . Crédito:Divulgação Jornalista revela em primeira mão nome da obra
Por fazer a cobertura musical para o Grupo Estado há mais de 15 anos, as portas para o desenvolvimento do projeto abriram-se facilmente. Segundo ele, a ideia inicial não tinha como objetivo retratar a vida da artista. “Fui procurado em 2012 pela empresária e apresentadora de TV Eliana Michaelichen, então casada com João Marcello Bôscoli, filho de Elis, para fazer um livro em homenagem aos 30 anos sem Elis. Seria algo bem mais simples”.
No entanto, Júlio Maria destaca que a grandeza de informações a respeito da trajetória da personalidade despertou nele o interesse para o desenvolver uma biografia. “Quando comecei a ouvir as primeiras histórias, não me contive. Liguei para eles e fiz a proposta: ‘Temos que contar a história da maior cantora do Brasil! As pessoas estão me dizendo coisas que nunca li sobre a história’. Já havia uma biografia, ‘Furacão Elis’, mas achei que poderia ir além”, declarou o jornalista.
Crédito:Reprodução Vida da cantora será contada em nova biografia
Para dar prosseguimento ao projeto, o jornalista relata como foi o contato e a reação da família de Elis quando souberam do conceito de elaborar um material que retratasse de forma fiel a carreira da artista. “João era casado com Eliana, logo apoiou o projeto desde o início. Mas eu não sabia como iriam reagir [os irmãos] Pedro Mariano e Maria Rita. Escrevi o livro e mandei para eles lerem. O retorno foi inesperado. Não pediram nenhuma mudança, mesmo sobre episódios polêmicos e difíceis para serem lidos por um filho, como liberaram tudo”.
Embora Maria Rita não tenha lido a obra, disse ao autor que a autorizaria sua publicação, por entender que não era ela quem deveria dizer o que deveria ou não deveria ser publicado. "Achei uma postura exemplar”, destaca Júlio Maria.
No início de abril, a cantora declarou que a obra escrita pelo jornalista será “a biografia de Elis”. Ao receber o comentário, o autor afirma que ficou feliz, mas divide esse sentimento com "todo o peso do mundo em minhas costas". Afinal, "contar a história de Elis requer um rigor de apuração que tenho procurado desde que assumi a missão”, explica.
Para o jornalista, a história da cantora abrange “altos e baixos, vitórias e derrotas”. E, por essa razão, ressaltou sua vontade em “desenhar o perfil mais fiel e isento de uma personagem das mais ricas do nosso País”.
O repórter do Estadão acredita que “o maior distanciamento da morte da cantora nos dá a vantagem de conseguirmos reflexões de entrevistados, supostamente, mais equilibradas”. Para reunir todas as informações da cantora, diz seguir o roteiro de todo biógrafo “arquivos pessoais e de publicações da época. Mas, sobretudo entrevistas. Gosto muito dos 'arquivos vivos'. É lá que, em geral, achamos o que nunca ainda havia sido publicado”.
Perto de definir o título da biografia, Júlio Maria revela o possível nome da obra. “Digo-lhes em primeira mão o nome que tem batido mais forte: 'Elis: Aos que Odeiam e aos que Amam'”.
Com a proximidade do fatídico dia 17 de março de 2015, data em que a artista completaria 70 anos, ele finaliza: “Não entrei nessa como um fã de Elis, mas como um pesquisador. E por isso me sinto à vontade para dizer o que vou dizer: Elis está viva e cantando cada vez melhor”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Por fazer a cobertura musical para o Grupo Estado há mais de 15 anos, as portas para o desenvolvimento do projeto abriram-se facilmente. Segundo ele, a ideia inicial não tinha como objetivo retratar a vida da artista. “Fui procurado em 2012 pela empresária e apresentadora de TV Eliana Michaelichen, então casada com João Marcello Bôscoli, filho de Elis, para fazer um livro em homenagem aos 30 anos sem Elis. Seria algo bem mais simples”.
No entanto, Júlio Maria destaca que a grandeza de informações a respeito da trajetória da personalidade despertou nele o interesse para o desenvolver uma biografia. “Quando comecei a ouvir as primeiras histórias, não me contive. Liguei para eles e fiz a proposta: ‘Temos que contar a história da maior cantora do Brasil! As pessoas estão me dizendo coisas que nunca li sobre a história’. Já havia uma biografia, ‘Furacão Elis’, mas achei que poderia ir além”, declarou o jornalista.
Crédito:Reprodução Vida da cantora será contada em nova biografia
Para dar prosseguimento ao projeto, o jornalista relata como foi o contato e a reação da família de Elis quando souberam do conceito de elaborar um material que retratasse de forma fiel a carreira da artista. “João era casado com Eliana, logo apoiou o projeto desde o início. Mas eu não sabia como iriam reagir [os irmãos] Pedro Mariano e Maria Rita. Escrevi o livro e mandei para eles lerem. O retorno foi inesperado. Não pediram nenhuma mudança, mesmo sobre episódios polêmicos e difíceis para serem lidos por um filho, como liberaram tudo”.
Embora Maria Rita não tenha lido a obra, disse ao autor que a autorizaria sua publicação, por entender que não era ela quem deveria dizer o que deveria ou não deveria ser publicado. "Achei uma postura exemplar”, destaca Júlio Maria.
No início de abril, a cantora declarou que a obra escrita pelo jornalista será “a biografia de Elis”. Ao receber o comentário, o autor afirma que ficou feliz, mas divide esse sentimento com "todo o peso do mundo em minhas costas". Afinal, "contar a história de Elis requer um rigor de apuração que tenho procurado desde que assumi a missão”, explica.
Para o jornalista, a história da cantora abrange “altos e baixos, vitórias e derrotas”. E, por essa razão, ressaltou sua vontade em “desenhar o perfil mais fiel e isento de uma personagem das mais ricas do nosso País”.
O repórter do Estadão acredita que “o maior distanciamento da morte da cantora nos dá a vantagem de conseguirmos reflexões de entrevistados, supostamente, mais equilibradas”. Para reunir todas as informações da cantora, diz seguir o roteiro de todo biógrafo “arquivos pessoais e de publicações da época. Mas, sobretudo entrevistas. Gosto muito dos 'arquivos vivos'. É lá que, em geral, achamos o que nunca ainda havia sido publicado”.
Perto de definir o título da biografia, Júlio Maria revela o possível nome da obra. “Digo-lhes em primeira mão o nome que tem batido mais forte: 'Elis: Aos que Odeiam e aos que Amam'”.
Com a proximidade do fatídico dia 17 de março de 2015, data em que a artista completaria 70 anos, ele finaliza: “Não entrei nessa como um fã de Elis, mas como um pesquisador. E por isso me sinto à vontade para dizer o que vou dizer: Elis está viva e cantando cada vez melhor”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





