Editoras expõem obras adaptadas às novas regras de português na Bienal do Livro

Editoras expõem obras adaptadas às novas regras de português na Bienal do Livro

Atualizado em 18/08/2008 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Apesar de começar a valer formalmente somente a partir do ano que vem, as novas normas ortográficas da língua portuguesa já podem ser encontradas em obras de pelo menos quatro editoras presentes na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Os títulos que já se adaptaram à mudança são, em sua maioria, ligados ao tema da educação e estampam em suas capas certificados de regularização às regras.

Segundo informações da Agência Brasil, dicionários como o "Mini Houaiss" (R$ 27), da Editora Moderna; o "Mini Aurélio" (R$ 24), da Positivo; e o "Escolar Michaelis" (R$ 19), da Melhoramentos, trazem verbetes escritos conforme as novas regras de acentuação, hifenização e já sem o trema. O "Michaelis" traz, inclusive, o Guia Prático da Nova Ortografia, escrito por Douglas Tufano, explicando quais são as mudanças na forma de escrever que foram estabelecidas pela norma.

"O Guia Prático é livre. Está no da Melhoramentos e pode ser baixado por qualquer um, de graça", complementou o diretor-geral da editora, Breno Lerner, em entrevista à Agência Brasil. "Estamos muitos preocupados com a assimilação das novas regras. Todos os nossos livros educativos lançados a partir de agora já estarão todos completamente adaptados".

Divulgação
Breno Lerner
Na editora, alguns livros de literatura infanto-juvenil também já foram modificados. O "Namorado da Fada" (R$ 25), de Ziraldo, e alguns lançamentos da Série Realidade (R$ 25) estão adaptados. Títulos da coleção De Fio a Pavio (R$ 23,90) e da coleção Tempo Rei (R$ 23,90), da Positivo, também.

"Não podemos sair soltando livros adaptados só a partir de 1° de janeiro", explicou Lerner. "As escolas vão planejar seu próximo ano letivo a partir de outubro e novembro. Temos que oferecer nossos títulos já modificados", emendou.

Para Lerner, as editoras terão até três anos para revisar todos os seus títulos. Ele acredita que a exigência trará uma grande despesa e não resultará no objetivo almejado pelos defensores da mudança. "Só a revisão do banco de dados do 'Michaelis' custou R$ 1 milhão", afirmou. "Dizem que a mudança vai integrar a língua e aumentar a venda de livros. Eu não acredito. Falamos a mesma língua que os portugueses, mas não escrevemos da mesma forma", completou.

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