Edição da revista da CUT retirada pelo TSE veiculava anúncios pagos por estatais
Edição da revista da CUT retirada pelo TSE veiculava anúncios pagos por estatais
Atualizado em 19/10/2010 às 09:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
A edição da Revista do Brasil do mês de outubro, que teve a circulação proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob alegação de que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) fazia campanha favorável a candidata Dilma Rousseff (PT), teve anúncios pagos pelas estatais Petrobras e Banco do Brasil.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , a Lei Eleitoral proíbe sindicatos de contribuir direta ou indiretamente para a campanha de candidatos ou partidos.
Tanto o Banco do Brasil como a Petrobras confirmaram os anúncios veiculados pela publicação, mas não informaram o valor repassado. A estatal do petróleo declarou que "a veiculação de anúncios na Revista do Brasil possibilita à companhia divulgar suas ações para um público formador de opinião dos principais sindicatos de todo o país". Além disso, a empresa salientou que suas peças publicitárias são expostas "em diversos meios de comunicação" do país, como estratégia para fortalecimento de sua imagem.
O responsável pela revista, Paulo Salvador, informou que todo o material produzido já foi distribuído. A revista da CUT possui tiragem de 360 mil exemplares mensais.
A edição vetada pelo TSE trazia na capa uma foto de Dilma e o título "A vez de Dilma - O país está bem perto de seguir mudando para melhor". A proibição atende a um pedido da coligação do presidenciável José Serra (PSDB), e foi criticada por Salvador: "A matéria que julgam como de quem faz campanha é coerente com as 52 edições. Aliás, a matéria é considerada bem light", disse.
Até a última segunda (18), o conteúdo da Revista do Brasil estava disponível no site da publicação. Além de fotos de Dilma e reportagem sobre a derrota dos partidos oposicionistas no Senado, o veículo trazia uma matéria em que o bispo da cidade de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, elogiava o governo federal e dizia que Dilma era sua candidata.
O TSE também havia proibido a circulação da edição de setembro do Jornal da CUT , alegando que o veículo produziu material que favorecia a petista. O jornal apresenta distribuição de 20 mil exemplares por mês.
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De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , a Lei Eleitoral proíbe sindicatos de contribuir direta ou indiretamente para a campanha de candidatos ou partidos.
Tanto o Banco do Brasil como a Petrobras confirmaram os anúncios veiculados pela publicação, mas não informaram o valor repassado. A estatal do petróleo declarou que "a veiculação de anúncios na Revista do Brasil possibilita à companhia divulgar suas ações para um público formador de opinião dos principais sindicatos de todo o país". Além disso, a empresa salientou que suas peças publicitárias são expostas "em diversos meios de comunicação" do país, como estratégia para fortalecimento de sua imagem.
O responsável pela revista, Paulo Salvador, informou que todo o material produzido já foi distribuído. A revista da CUT possui tiragem de 360 mil exemplares mensais.
A edição vetada pelo TSE trazia na capa uma foto de Dilma e o título "A vez de Dilma - O país está bem perto de seguir mudando para melhor". A proibição atende a um pedido da coligação do presidenciável José Serra (PSDB), e foi criticada por Salvador: "A matéria que julgam como de quem faz campanha é coerente com as 52 edições. Aliás, a matéria é considerada bem light", disse.
Até a última segunda (18), o conteúdo da Revista do Brasil estava disponível no site da publicação. Além de fotos de Dilma e reportagem sobre a derrota dos partidos oposicionistas no Senado, o veículo trazia uma matéria em que o bispo da cidade de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, elogiava o governo federal e dizia que Dilma era sua candidata.
O TSE também havia proibido a circulação da edição de setembro do Jornal da CUT , alegando que o veículo produziu material que favorecia a petista. O jornal apresenta distribuição de 20 mil exemplares por mês.
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