ECA-USP apresenta estudos sobre Suplemento Literário do Estadão e jornalistas nipo-brasileiros

ECA-USP apresenta estudos sobre Suplemento Literário do Estadão e jornalistas nipo-brasileiros

Atualizado em 31/03/2005 às 12:03, por Jô Azevedo/Divulgação.

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Núcleo de Jornalismo e Cidadania promove 5o. Painel em abril, com trabalhos das pesquisadoras Elizabeth de Souza Lorenzotti e Cristina Miyuki Sato

O que existe em comum entre o Suplemento Literário do jornal O Estado de São Paulo e jornalistas de descendência japonesa? Ambos são temas de estudos de pesquisadoras do Núcleo de Jornalismo e Cidadania da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (NJCi - ECA-USP). Eles serão apresentados na segunda-feira, 4 de abril, às 19h30, sala 2, Prédio de Jornalismo e Editoração, com entrada franca.

Neste semestre, o NJCi organizou mais duas apresentações, no mesmo local: 10 de maio, "Santo Dias: quando o passado se transforma em história", história do livro publicado em 2004, pelas jornalistas Jô Azevedo e Nair Benedicto, em conjunto com Luciana Dias, filha do operário assassinado pela PM em 1979; e em 7 de junho, "O juízo da morte - a violência letal dolosa na cidade de São Paulo nas páginas de Notícias Populares e nos arquivos do Tribunal do Júri (1960 - 1975)", a tese doutorado de Maurício Maia, sobre como a opinião pública foi informada sobre os homicídios dolosos e os suicídios registrados na cidade de São Paulo entre 1960 e 1975.

Literatura e arte

"Do artístico ao jornalístico: vida e morte do Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo" é o título da dissertação de mestrado de Elizabeth de Souza Lorenzotti. A autora situa o pioneirismo do Suplemento, idealizado por Antonio Candido de Mello e Souza e dirigido durante dez anos por Décio de Almeida Prado (1956-1966), parâmetro para os cadernos culturais que o sucederam.

O Suplemento era uma publicação independente e autônoma, não-jornalística, mas artística e literária inserida em um jornal, segundo a autora. Ela o considera também como um desafio ao entendimento do processo histórico do jornalismo brasileiro. A dissertação estuda o período entre 1956 e 1974 e, foi orientada pelo prof. Dr. Jair Borin, do NJCi, falecido em 2003.

Nipo-imprensa

O foco de trabalho de Cristina Miyuki Sato é a atividade de jornalistas nipo-brasileiros, na pesquisa de mestrado "Brasil em ideogramas: histórias de vida de jornalistas da imprensa nipo-brasileira". Além das questões sobre a memória de um grupo étnico, a pesquisa busca estabelecer relações entre jornalismo e identidade cultural em trajetórias de vida desses imigrantes japoneses. Foi apresentada em 2004, sob orientação da profa. Dra. Alice Mitika Koshyiama, do NJCi.

Nela, estão várias histórias de vida de jornalistas que atuaram na imprensa nipo-brasileira a partir de 1916, quando foi lançado o primeiro semanário em idioma japonês no Brasil. A imprensa dos imigrantes japoneses foi uma das mais dinâmicas dentre os jornais comunitários no Brasil, com apogeu na década de 1930, quando se caracterizava pelos artigos opinativos e grandes debates.

Mais informações:

NJCi - Escola de Comunicações e Artes - ECA/USP
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 - Bloco A - Cidade Universitária
E-mail: njcidadania@yahoo.com.br

Telefone de contato: (11) 3091-4038

Divulgação: Jô Azevedo

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