“É uma grande prematura perda”, lamenta Moises Rabinovici sobre a morte do jornalista Luiz Octavio de Lima

O jornalista e escritor Luiz Octavio de Lima, com 60 anos, faleceu na noite de ontem em São Paulo.

Atualizado em 16/01/2020 às 15:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Autor do livro “Pimenta Neves – uma reportagem”, Lima teve passagens pelas redações de O Globo, Veja, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo (ajudou a criar o site, em 1994), quase sempre na cobertura política. Publicou também “A Guerra do Paraguai”, “21 Grandes Batalhas que Mudaram O Brasil”, “1932: São Paulo em Chamas” e “O que é Lazer”.
Crédito:Reprodução / Facebook Moises Rabinovici O jornalista Luiz Octavio de Lima no centro do palco
Em seu perfil no Facebook, Moises Rabinovici lamenta a morte do amigo. “É uma grande prematura perda. Trabalhamos juntos muitos anos. Ele era editor do caderno de informática do Estadão quando o conheci. A internet mal começava, ela já a dominava. Depois fomos juntos para o projeto de unir o Estadão, o JT, a Rádio Eldorado e a Agência Estado num único endereço, o estadão.com.br, convidados por Rodrigo Mesquita”, destaca no post.
Rabinovici ainda acrescenta que Lima foi responsável pelo projeto do Diário do Comércio Digital, mas lembra que “o trabalho que mais nos aproximou foi a criação do Museu da Corrupção, que nos deu o prêmio Esso de melhor Contribuição à Imprensa”. Lançado em 2009, o site Museu da Corrupção (MuCo) foi um grande banco de dados sobre o mau uso do dinheiro público no Brasil.
Outro fato que Rabinovici destaca é que Lima estava recentemente animado com o lançamento de mais um livro, referindo-se a “Anos de Chumbo”. Em , em agosto de 2018, Lima antecipou a linha deste novo projeto, que definiu como reportagem de longa-metragem. “No momento, há um crescente interesse em conhecer em detalhes os momentos importantes da trajetória nacional, certamente para entender em que país vivemos e como chegamos até aqui. Tentamos realizar isso sem viés ideológico e com uma abordagem mais jornalística, que tenta levar o leitor ao cenário dos fatos, oferecendo a ele os elementos para refletir, sem impedi-lo de tirar as conclusões que achar mais procedentes”, esclareceu.