“É um livro para a alma”, diz Joanna de Assis sobre o recém-lançado “Para-heróis”
Embora reúna reportagens, a obra foi classificada como de autoajuda. Nela, Joanna conta a história de dez medalhistas paraolímpicos do país.
Atualizado em 24/11/2014 às 13:11, por
Christh Lopes*.
O sonho de conquistar uma medalha nos jogos paraolímpicos é comum na vida de dez atletas brasileiros. Compartilhando do mesmo ideal, todos tiveram que superar um obstáculo inusitado, que a vida preparou. Rosinha, por exemplo, teve que deixar o trabalho de secretária do lar depois de um veículo desgovernado a atingir. Uma de suas pernas foi esmagada, mas naquela ocasião, não chorou.
Crédito:Norma Albano Santos Joanna de Assis conta a história de dez para-atletas brasileiros
Um sorriso no rosto acompanhou a futura atleta, que preferiu ouvir dos profissionais de saúde a frase “sou brasileira e não desisto nunca”. Foi pelo esporte que encontrou uma nova maneira de seguir adiante, e hoje, representa o país em lançamento de disco, dardo e arremesso de peso. Nas últimas edições do torneio, foi recordista em sua categoria, despontando como uma das melhores do mundo.
No entanto, seu único e exclusivo objetivo é trazer para a sua terra natal uma medalha amarela. Em 2016, as Paraolimpíadas serão realizadas no Rio de Janeiro e a ordem é fechar a carreira com chave de ouro, literalmente. Desejo apreciado por Alan, Terezinha, Clodoaldo, Dirceu, Ádria, Tenório, Daniel, Jovane e Mizael, que também figuram na seleta lista dos principais medalhistas brasileiros.
A história de cada um ganha ar fresco no olhar da jornalista Joanna de Assis. No livro-reportagem “Para-heróis”, a repórter do SporTV e integrante do programa semanal “Bem Amigos” revela os detalhes da caminhada rumo ao estrelato, que passa por dificuldades, entreveros, percalços e vitórias.
Procurada para publicar uma obra pela editora Belas-Letras, a repórter levou com afinco a ideia de mostrar como a superação está presente também no esporte. Tanto, que a obra teve que ser classificada como um livro de autoajuda. “É impressionante as pessoas começaram a comprar o livro para quem precisa ler histórias de superação”, diz ela, contente pelo feedback recebido pelo público.
A única certeza que possui é que uma segunda edição do título vai surgir. Porém, o que ninguém sabe é que ela prepara um projeto que não estará envolvido necessariamente com esporte, mas, como ainda está muito cedo, não há como revelar. O melhor prêmio, segundo ela, é ver que os leitores descobriram o esporte paraolímpico através das histórias que contou, e que estas ajudam as pessoas.
Crédito:Divulgação
Obra lança a repórter à literatura
O interessante é que “Para-heróis” é o primeiro livro da jornalista. O dom para a escrita, contudo, já poderia ser acompanhado num blogue oficial em que divulgava alguns artigos na plataforma blogspot, do Google. Uma das visitas ao " " foi da editora, que logo procurou a repórter e ofereceu temas que interessariam a companhia disseminar por meio de uma publicação jornalística.
“Eles leram os textos e acharam que eu tinha jeito para fazer algo maior. De todos os temas, o que mais gostei foi o das Paraolimpíadas. Achei que era mais a muito mais minha cara e aceitei na hora”, conta. Com liberdade para escolher de que forma a obra seria desenvolvida, selecionou apenas dez medalhistas olímpicos, “um número ideal para dar tempo de fazer uma apuração bem feita”, diz. Dali em diante ela se dispôs a pesquisar e imergir em cada história. Mas a entrevista com Rosinha foi a que mais a emocionou. “É a história que mais mexeu comigo e que me fez chorar na hora de escrever, pois ela é uma das pessoas mais felizes que eu conheci e uma das que mais teve problemas, e mesmo assim, nunca fica triste. Ela disse que só chora quando está realmente triste. Ela é super para frente”, conclui Joanna.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Norma Albano Santos Joanna de Assis conta a história de dez para-atletas brasileiros
Um sorriso no rosto acompanhou a futura atleta, que preferiu ouvir dos profissionais de saúde a frase “sou brasileira e não desisto nunca”. Foi pelo esporte que encontrou uma nova maneira de seguir adiante, e hoje, representa o país em lançamento de disco, dardo e arremesso de peso. Nas últimas edições do torneio, foi recordista em sua categoria, despontando como uma das melhores do mundo.
No entanto, seu único e exclusivo objetivo é trazer para a sua terra natal uma medalha amarela. Em 2016, as Paraolimpíadas serão realizadas no Rio de Janeiro e a ordem é fechar a carreira com chave de ouro, literalmente. Desejo apreciado por Alan, Terezinha, Clodoaldo, Dirceu, Ádria, Tenório, Daniel, Jovane e Mizael, que também figuram na seleta lista dos principais medalhistas brasileiros.
A história de cada um ganha ar fresco no olhar da jornalista Joanna de Assis. No livro-reportagem “Para-heróis”, a repórter do SporTV e integrante do programa semanal “Bem Amigos” revela os detalhes da caminhada rumo ao estrelato, que passa por dificuldades, entreveros, percalços e vitórias.
Procurada para publicar uma obra pela editora Belas-Letras, a repórter levou com afinco a ideia de mostrar como a superação está presente também no esporte. Tanto, que a obra teve que ser classificada como um livro de autoajuda. “É impressionante as pessoas começaram a comprar o livro para quem precisa ler histórias de superação”, diz ela, contente pelo feedback recebido pelo público.
A única certeza que possui é que uma segunda edição do título vai surgir. Porém, o que ninguém sabe é que ela prepara um projeto que não estará envolvido necessariamente com esporte, mas, como ainda está muito cedo, não há como revelar. O melhor prêmio, segundo ela, é ver que os leitores descobriram o esporte paraolímpico através das histórias que contou, e que estas ajudam as pessoas.
Crédito:Divulgação
Obra lança a repórter à literatura O interessante é que “Para-heróis” é o primeiro livro da jornalista. O dom para a escrita, contudo, já poderia ser acompanhado num blogue oficial em que divulgava alguns artigos na plataforma blogspot, do Google. Uma das visitas ao " " foi da editora, que logo procurou a repórter e ofereceu temas que interessariam a companhia disseminar por meio de uma publicação jornalística.
“Eles leram os textos e acharam que eu tinha jeito para fazer algo maior. De todos os temas, o que mais gostei foi o das Paraolimpíadas. Achei que era mais a muito mais minha cara e aceitei na hora”, conta. Com liberdade para escolher de que forma a obra seria desenvolvida, selecionou apenas dez medalhistas olímpicos, “um número ideal para dar tempo de fazer uma apuração bem feita”, diz. Dali em diante ela se dispôs a pesquisar e imergir em cada história. Mas a entrevista com Rosinha foi a que mais a emocionou. “É a história que mais mexeu comigo e que me fez chorar na hora de escrever, pois ela é uma das pessoas mais felizes que eu conheci e uma das que mais teve problemas, e mesmo assim, nunca fica triste. Ela disse que só chora quando está realmente triste. Ela é super para frente”, conclui Joanna.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





