"É importante criar uma nova geração de fotojornalismo", diz repórter da Reuters
Aos 13 anos, a carioca Ana Carolina Fernandes sentiu o coração bater mais forte pelo que viria a ser seu futuro, carreira e vida: a fotografia.
Atualizado em 23/01/2014 às 15:01, por
Jéssica Oliveira.
Desde então o modelo do equipamento mudou várias vezes, mas a relação com ele apenas ficou mais forte.
Poucos anos após a câmera, veio o primeiro emprego. “Eu gostava, mas ainda não tinha ideia de que seria fotógrafa. Quando fui fazer estágio em O Globo , tinha 18, 19 anos, e foi acontecendo. De lá fui para o Jornal do Brasil . Era a única mulher na fotografia”, lembra. Hoje, ela conta que a paixão pela profissão influenciou também a vida pessoal. "Não casei, não tive filhos. Não reclamo, são escolhas que eu fiz, não só pelo fotojornalismo, mas pela fotografia", afirma. Crédito:Divulgação Profissional ganhou primeira câmera aos 13 anos
Ana também passou por outros veículos da imprensa brasileira como Istoé , Agência Estado e Folha de S. Paulo , onde ficou 10 anos somente na sucursal do Rio de Janeiro. No momento se dedica a trabalhos autorais e documentais, colabora com a Reuters e com o site internacional CitzenNewZulu, publicando imagens das manifestações de rua no Rio de Janeiro.
Experiente fotojornalista e fotodocumentarista, ela lembra sua carreira e as mudanças pelas quais a profissão e a presença da mulher passou ao longo do tempo. “A gente foi se impondo. Tem que ter muita garra, muita disposição física, mas ao mesmo tempo doçura, sensibilidade, e manter essa mistura”, afirma.
Nova geração
Acompanhando as manifestações de rua, Ana conheceu meninas bem jovens fazendo trabalhos interessantes. “Vejo meninas corajosas. Esse é um momento importante para o fotojornalismo feminino, que está se formando, com esses movimentos de transformação no país, eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas...", diz.
Ana lembra que, mesmo quem está começando na fotografia, não é profissional ou não está credenciado, pode aproveitar todo o entorno e explorar outras possibilidades. "A rua é um lugar muito bom para exercitar o olhar", aconselha. Para a profissional, o atual contexto brasileiro dá margem para o aprendizado e crescimento na área. "É importante criar uma nova geração de fotojornalismo, de meninos e meninas focados no hard news, no factual. O momento é muito bom”, defende a profissional.
Finalista na categoria “Repórter fotográfica de jornal ou revista” do “Troféu Mulher IMPRENSA”, ela conta que ficou superfeliz com a indicação. "Fiquei verdadeiramente honrada. Acho importante a valorização da mulher no jornalismo de uma forma geral. O fotojornalismo é bastante difícil para mulheres. São poucas as que realmente sobrevivem à profissão”, conta a finalista.
Na mesma categoria concorrem Annaclarice Almeida, do Diário de Pernambuco ; Márcia Foletto, de O Glob o; Marlene Bergamo, da Folha de S.Paulo ; e Monique Renne, do Correio Braziliense .
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. Em 2014, a premiação celebra sua 10ª edição consecutiva, e vai homenagear as jornalistas que mais se destacaram em suas áreas de atuação em 2013. As votações vão de 14 de janeiro de 2014 até às 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, clique .
Poucos anos após a câmera, veio o primeiro emprego. “Eu gostava, mas ainda não tinha ideia de que seria fotógrafa. Quando fui fazer estágio em O Globo , tinha 18, 19 anos, e foi acontecendo. De lá fui para o Jornal do Brasil . Era a única mulher na fotografia”, lembra. Hoje, ela conta que a paixão pela profissão influenciou também a vida pessoal. "Não casei, não tive filhos. Não reclamo, são escolhas que eu fiz, não só pelo fotojornalismo, mas pela fotografia", afirma. Crédito:Divulgação Profissional ganhou primeira câmera aos 13 anos
Ana também passou por outros veículos da imprensa brasileira como Istoé , Agência Estado e Folha de S. Paulo , onde ficou 10 anos somente na sucursal do Rio de Janeiro. No momento se dedica a trabalhos autorais e documentais, colabora com a Reuters e com o site internacional CitzenNewZulu, publicando imagens das manifestações de rua no Rio de Janeiro.
Experiente fotojornalista e fotodocumentarista, ela lembra sua carreira e as mudanças pelas quais a profissão e a presença da mulher passou ao longo do tempo. “A gente foi se impondo. Tem que ter muita garra, muita disposição física, mas ao mesmo tempo doçura, sensibilidade, e manter essa mistura”, afirma.
Nova geração
Acompanhando as manifestações de rua, Ana conheceu meninas bem jovens fazendo trabalhos interessantes. “Vejo meninas corajosas. Esse é um momento importante para o fotojornalismo feminino, que está se formando, com esses movimentos de transformação no país, eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas...", diz.
Ana lembra que, mesmo quem está começando na fotografia, não é profissional ou não está credenciado, pode aproveitar todo o entorno e explorar outras possibilidades. "A rua é um lugar muito bom para exercitar o olhar", aconselha. Para a profissional, o atual contexto brasileiro dá margem para o aprendizado e crescimento na área. "É importante criar uma nova geração de fotojornalismo, de meninos e meninas focados no hard news, no factual. O momento é muito bom”, defende a profissional.
Finalista na categoria “Repórter fotográfica de jornal ou revista” do “Troféu Mulher IMPRENSA”, ela conta que ficou superfeliz com a indicação. "Fiquei verdadeiramente honrada. Acho importante a valorização da mulher no jornalismo de uma forma geral. O fotojornalismo é bastante difícil para mulheres. São poucas as que realmente sobrevivem à profissão”, conta a finalista.
Na mesma categoria concorrem Annaclarice Almeida, do Diário de Pernambuco ; Márcia Foletto, de O Glob o; Marlene Bergamo, da Folha de S.Paulo ; e Monique Renne, do Correio Braziliense .
O "Troféu Mulher IMPRENSA" é realizado e idealizado por IMPRENSA Editorial. Em 2014, a premiação celebra sua 10ª edição consecutiva, e vai homenagear as jornalistas que mais se destacaram em suas áreas de atuação em 2013. As votações vão de 14 de janeiro de 2014 até às 23h59 de 13 de fevereiro. Para mais informações e conhecer a lista de finalistas, clique .





