Donos do "Le Monde" criticam jornal por investigar corrupção de banqueiros suíços
"Não foi para isso que eu lhes permiti que conseguissem independência", afirmou um dos acionistas majoritários da publicação.
Atualizado em 12/02/2015 às 18:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Dois acionistas majoritários do jornal francês Le Monde criticaram publicamente as reportagens do veículo sobre os esquemas de corrupção de banqueiros suíços. "Não foi para isso que eu lhes permiti que conseguissem independência", afirmou um dos donos, o empresário Pierre Bergé.
Crédito:Divulgação Acionistas criticaram papel do "Le Monde" em desvendar escândalo financeiro
Segundo o Guardian , o jornal francês atuou ao lado de outras grandes publicações internacionais para desvendar o esquema do banco HSBC na Suíça, que ajudava milionários a evitar impostos. Bergé condenou a atitude do Le Monde de divulgar nomes de empresários envolvidos no caso, dizendo que foram além de seu papel de informar.
Matthieu Pigasse, outro dos acionistas que controlam o Le Monde , também disse que certas informações divulgadas pelo jornal "não eram de interesse público", e acusou a publicação de "populismo". Apesar disso, disse estar orgulhoso do trabalho da equipe editorial.
"Nós condenamos fortemente, como em ocasiões anteriores, essa intrusão em nosso conteúdo editorial. O papel de um acionista é o de definir as estratégias da empresa, e não tentar se envolver com as notícias", disseram os jornalistas do jornal em comunicado coletivo.
O terceiro dono do jornal, Xavier Niel, não comentou o assunto. Em 2010, o trio de acionistas assinou um acordo com a equipe editorial do Le Monde garantindo sua independência administrativa.
Crédito:Divulgação Acionistas criticaram papel do "Le Monde" em desvendar escândalo financeiro
Segundo o Guardian , o jornal francês atuou ao lado de outras grandes publicações internacionais para desvendar o esquema do banco HSBC na Suíça, que ajudava milionários a evitar impostos. Bergé condenou a atitude do Le Monde de divulgar nomes de empresários envolvidos no caso, dizendo que foram além de seu papel de informar.
Matthieu Pigasse, outro dos acionistas que controlam o Le Monde , também disse que certas informações divulgadas pelo jornal "não eram de interesse público", e acusou a publicação de "populismo". Apesar disso, disse estar orgulhoso do trabalho da equipe editorial.
"Nós condenamos fortemente, como em ocasiões anteriores, essa intrusão em nosso conteúdo editorial. O papel de um acionista é o de definir as estratégias da empresa, e não tentar se envolver com as notícias", disseram os jornalistas do jornal em comunicado coletivo.
O terceiro dono do jornal, Xavier Niel, não comentou o assunto. Em 2010, o trio de acionistas assinou um acordo com a equipe editorial do Le Monde garantindo sua independência administrativa.





