"Doença mental não deve ser esquecida", diz gerente de emissora após ataque a jornalistas

No último domingo (30/8), o gerente da emissora WDBJ7, Jeffrey Marks, pediu aos americanos para falar "diretamente com a raiva" e

Atualizado em 31/08/2015 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

No último domingo (30/8), o gerente da emissora WDBJ7, Jeffrey Marks, pediu aos americanos para falar "diretamente com a raiva" e ajudar aqueles cuja doença mental é "uma força destrutiva que ameaça comunidades".
Crédito:Reprodução Jeffrey Marks fez apelo pelos doentes mentais para evitar novos ataques como o que matou dois jornalistas
"A raiva engole você, e os resultados, vimos na última quarta-feira, podem ser catastróficos", ressaltou ele durante uma cerimônia dedicada à repórter Alison Parker e ao fotógrafo Adam Ward. A dupla morreu depois que um ex-repórter do canal, Vester Flanagan, atirou contra os dois durante uma transmissão ao vivo.
"Os americanos devem abraçar a doença mental, assim como fazemos com o câncer. Ela não deve ser esquecida de cuidados. A maioria dos casos são tratáveis e têm resultados. Desta vez, não o fizemos", completou.
Na manhã da última quarta-feira (26/8), a Alison e Adam faziam uma transmissão ao vivo quando foram surpreendidos pelo ataque de Flanagan. O incidente ocorreu às 7h45, horário local (9h45 em Brasília) no shopping Bridgewater Plaza, na cidade de Moneta, em Virgínia (EUA).
No vídeo, gravado pelo próprio atirador, é possível ver a repórter entrevistando uma mulher até ser surpreendida pelos tiros, quando o cinegrafista cai. Aos gritos, ela corre em meio a outros disparos. A transmissão é cortada e volta para o estúdio. Flanagan se matou depois de ser perseguido pela polícia.
Em uma carta, ele usou o pseudônimo Bryce Williams para justificar o crime como uma vingança ao recente massacre de fiéis negros, frequentadores de uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul (EUA).
Entre 1993 e 1995, o jornalista foi empregado pela KPIX, filiada local em São Francisco da CBS News. Entre 1999 e 2000, havia sido repórter para a rede WTWC, que o demitiu por seu "comportamento bizarro". Após sua demissão, ele entrou com um processo contra o canal por discriminação.