“Ditaduras democráticas” restringem a imprensa, diz nova presidente da SIP

Na última terça-feira (22/10), Elizabeth Ballantine, nova presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), discursou sobre o que qualificou como "ditaduras democráticas" na América Latina, mencionando Argentina, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador.

Atualizado em 23/10/2013 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Elizabeth Ballantine assume a presidência da SIP por um ano
"É uma óbvia contradição quando temos governos eleitos pelo povo em eleições livres que começam a destruir a democracia uma vez que chegam ao poder", declarou a americana, que terá mandato de um ano frente à SIP.


Segundo O Estado de S. Paulo , Elizabeth substitui Jaime Mantilla, que finalizou seu mandato durante a 69ª Assembleia Geral da entidade, realizada em Denver, nos Estados Unidos. O texto aprovado no evento apontou as revelações de espionagem nos EUA, o assassinato de 14 jornalistas em seis meses, as restrições à atuação da imprensa em países latino-americanos e a impossibilidade de acesso a informações públicas como as principais ameaças à liberdade de expressão.


Elizabeth ressaltou que o ataque à imprensa pelas "ditaduras democráticas" é feito em nome da verdade, da justiça e da precisão. "Mas são eles (os governos) que definem o que é verdadeiro, justo e preciso".


Durante o evento, o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da entidade, Claudio Paolillo, destacou que todos os casos de assassinatos de jornalistas em 2013 no continente permanecem impunes.


A entidade defendeu ainda a aprovação de leis de acesso à informação em todos os países da América Latina e questionou a "cultura do segredo" presentes em vários países. Os integrantes criticaram ainda o Congresso americano de continuar mostrando resistência à aprovação de uma lei de proteção à fonte e que evite a prisão de jornalistas.


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