Diretor de rádio colombiana era alvo de atentado a bomba, diz SIP
Diretor de rádio colombiana era alvo de atentado a bomba, diz SIP
O carro-bomba que explodiu na frente da sede da Rádio Caracol, em Bogotá, Colômbia, teria como alvo o diretor-geral da emissora, Darío Arizmendi. Segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o atentado da última quinta-feira (12) teria como objetivo "calar o jornalismo" e foi classificado como uma "grave intimidação à liberdade de imprensa" no país.
De acordo com informações das agências de notícias, Arizmendi estava no edifício com outros dois jornalistas, Erika Fontalvo e Gustavo Gómez, no momento da explosão. Cerca de 18 pessoas ficaram feridas e o impacto da bomba provocou danos em mais de mil prédios vizinhos aos estúdios da Caracol.
O chefe de redação da rádio, Ricardo Ospina, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que a emissora não havia recebido ameaças nos dias anteriores ao incidente, e até o momento não sabem o que motivou a ação.
Para o ex-presidente da SIP, Enrique Santos, o ataque teria características políticas e poderia ter sido planejado por grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) ou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Além da SIP, o Departamento de Estado dos EUA repudiou o atentado, dizendo que deplora o uso da violência para alcançar objetivos políticos, principalmente quando grupos tentam intimidar veículos de imprensa.
O ministro da Defesa da Colômbia, Rodrigo Rivera Salazar, declarou que as autoridades do país já têm informações sobre os autores do atentado, porém detalhes sobre as investigações não foram divulgados.
A explosão do carro-bomba também atingiu a sede colombiana da agência de notícias EFE.
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