Diretor de jornal venezuelano pede ajuda do Brasil para fiscalizar eleições no país
O diretor de redação do jornal venezuelano El Nacional, Miguel Henrique Otero, pediu na última quinta-feira (20/8) que os senadores brasileiros façam um apelo para que o governo federal ajude a fiscalizar as eleições legislativas no país.
Atualizado em 21/08/2015 às 13:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
jornal venezuelano El Nacional , , pediu na última quinta-feira (20/8) que os senadores brasileiros façam um apelo para que o governo federal ajude a fiscalizar as eleições legislativas no país.
Crédito:Marcos Oliveira/Agência Senado Jornalista revela falta de liberdade de imprensa na Venezuela
Segundo Agência Senado, a declaração foi feita durante sua visita à Comissão de Relações Exteriores do Senado. Otero afirmou que a Venezuela "é uma ditadura que sufoca, de todas as formas" os veículos de comunicação críticos ao governo e não respeita opiniões contrárias.
O jornalista questionou o governo de Nicolás Maduro por ter aprovado leis que levaram ao fechamento de outros meios e o acusou de agredir profissionais de imprensa fisicamente, além de comprar jornais com dinheiro público. Otero reforçou que os jornais não conseguem importar papel por conta das restrições do governo à compra de dólares e que apenas conseguem sair em versão impressa com o auxílio de outras publicações latino-americanas.
"40% do território tem acesso a meios oficiais e o restante a veículos autocensurados. Os independentes, que somos nós, não conseguimos suprir a demanda", declarou.
O diretor questionou ainda as prisões de opositores do governo e o prorrogamento de prisões sem sentença. Ele alertou que a crise é tão grave que o país está à beira de um colapso humanitário que pode afetar também o Brasil.
Miguel Otero é processado por ter feito uma reportagem sobre o envolvimento do presidente da Assembleia Nacional do país, Diosdado Cabello, com lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Ele disse que não retorna ao país natal por medo de ser preso.
Crédito:Marcos Oliveira/Agência Senado Jornalista revela falta de liberdade de imprensa na Venezuela
Segundo Agência Senado, a declaração foi feita durante sua visita à Comissão de Relações Exteriores do Senado. Otero afirmou que a Venezuela "é uma ditadura que sufoca, de todas as formas" os veículos de comunicação críticos ao governo e não respeita opiniões contrárias.
O jornalista questionou o governo de Nicolás Maduro por ter aprovado leis que levaram ao fechamento de outros meios e o acusou de agredir profissionais de imprensa fisicamente, além de comprar jornais com dinheiro público. Otero reforçou que os jornais não conseguem importar papel por conta das restrições do governo à compra de dólares e que apenas conseguem sair em versão impressa com o auxílio de outras publicações latino-americanas.
"40% do território tem acesso a meios oficiais e o restante a veículos autocensurados. Os independentes, que somos nós, não conseguimos suprir a demanda", declarou.
O diretor questionou ainda as prisões de opositores do governo e o prorrogamento de prisões sem sentença. Ele alertou que a crise é tão grave que o país está à beira de um colapso humanitário que pode afetar também o Brasil.
Miguel Otero é processado por ter feito uma reportagem sobre o envolvimento do presidente da Assembleia Nacional do país, Diosdado Cabello, com lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Ele disse que não retorna ao país natal por medo de ser preso.





