Diretor de jornal é esfaqueado no México por publicação de reportagem
Diretor de jornal é esfaqueado no México por publicação de reportagem
Dois agressores esfaquearam Luis Pablo Guardado Negrete, diretor adjunto do jornal mexicano Noticias de la Bahía , na tarde do último sábado (21), em seu escritório no estado de Nayarit.
Frente à violência, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) apela que as autoridades locais a investigarem o ataque e a levarem os responsáveis à Justiça.
O crime aconteceu por volta das 15h, quando dois indivíduos chegaram ao escritório do jornal e perguntaram a Negrete sobre uma caminhonete que ele teria colocado à venda, segundo os informes da imprensa local e entrevistas conduzidas pelo CPJ.
Uma vez no escritório, os agressores fecharam as portas e chutaram, estrangularam e esfaquearam Negrete enquanto perguntavam sobre um artigo publicado na última semana, sobre violência sexual, no Notícias de la Bahía , como informou o irmão do diretor, Lenin Guardado Negrete, presidente da associação local de jornalistas.
"Condenamos este brutal ataque contra Luis Pablo Guardado Negrete em seu próprio jornal", assinalou o Coordenador Sênior do Programa das Américas do CPJ, Carlos Lauría. "As autoridades estaduais devem trabalhar em conjunto com as autoridades federais para proporcionar a proteção necessária que permita a Guardado e seus funcionários continuarem trabalhando sem temor de represálias", completa.
O diretor foi levado para uma clínica próxima, onde foi atendido com um ferimento de arma branca, várias contusões e uma fratura dupla da mandíbula. Mais tarde, foi transferido para um hospital de Tepic, capital do estado, onde fez uma cirurgia na mandíbula. Segundo seu irmão, a condição de Negrete é estável.
O diretor da Polícia Estadual de Nayarit, Javier Vásquez Paniagua, disse ao CPJ que as autoridades estão investigando o ataque e que acreditam que ele está mesmo relacionado a um artigo publicado no Notícias de la Bahía, mas que não podia dar mais informações. Segundo Lenin Guardado, os investigadores identificaram os agressores, mas ainda não haviam realizando nenhuma prisão.
O México é um dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo na América Latina, segundo as investigações do CPJ. Nos últimos cinco anos, com a intensificação da guerra entre os cartéis de drogas, jornalistas locais que informam sobre crime organizado e narcotráfico enfrentam graves riscos.
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