Diretor de "IstoÉ" comenta repercussão de matéria que acusa Caixa de crime financeiro

Depois da denúncia feita pela revista IstoÉ na última sexta-feira (10/01), de que a Caixa Econômica Federal (CEF) teria encerrado ilegalmente mais de 525 mil contas, confiscando secretamente o valor das poupanças, imediatamente a instituição financeira divulgou um considerando a reportagem “leviana”, “irresponsável”, além de “faltar com a verdade”.

Atualizado em 13/01/2014 às 16:01, por Danubia Paraizo.

IstoÉ na última sexta-feira (10/01), de que a Caixa Econômica Federal (CEF) teria encerrado ilegalmente mais de 525 mil contas, confiscando secretamente o valor das poupanças, imediatamente a instituição financeira divulgou um considerando a reportagem “leviana”, “irresponsável”, além de “faltar com a verdade”. Nesta segunda-feira (13/1), Mario Simas Filho, diretor de núcleo da publicação, falou com exclusividade à IMPRENSA, e rebateu as críticas.

“Tudo o que relatamos está registrado numa auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU), e depois, na análise feita pelo Banco Central (BC). Nossa reportagem não tem uma única linha que não esteja relatada nesses relatórios. Tudo que divulgamos foi a constatação dos técnicos do BC”.

Crédito:Reprodução Mensagem publicada no Twitter oficial de imprensa da Caixa Questionado sobre a alegação da Caixa, de que a revista teria ignorado informações, como a que todos os valores das contas encerradas continuam disponíveis para o recebimento dos clientes, e que também não cancelou as contas inativas, como sugere a reportagem, mas sim as com cpf ou cnpj irregulares, Simas Filho disse que procurou a CEF e reproduziu a nota enviada pela instituição financeira na matéria. “Não é verdade, não ignoramos informações. Tudo o que a Caixa está dizendo agora já está publicado na revista. Ela nos enviou uma nota e o que foi dito nela está reproduzido na matéria”.

Diante da repercussão do assunto, a Caixa disse em comunicado oficial que tomará “todas as medidas judiciais para restabelecer a verdade dos fatos e responsabilização pelos eventuais danos causados à imagem da instituição”. Sobre a declaração, o diretor de IstoÉ disse que procurar a justiça é uma opção da CEF, e que a revista continuará fazendo seu trabalho. “Ainda é cedo para dizer se traremos desdobramentos sobre o assunto. Mas nós fazemos jornalismo e vamos continuar fazendo”, finaliza.