Diogo Mainardi é condenado em ação movida por Paulo Henrique Amorim
Diogo Mainardi é condenado em ação movida por Paulo Henrique Amorim
Diogo Mainardi, colunista da revista Veja , da Editora Abril, foi condenado pela 13ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a três meses e 15 dias de detenção, ou a uma multa de três salários mínimos, e pagamento de 11 dias de multa.
O motivo da condenação foi uma ação movida pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentador da TV Record, pela publicação da coluna "A voz do PT", publicada na Veja em 6 de setembro de 2006. Nela, Mainardi fazia referência à Brasil Telecom, ao iG (pertencente à empresa) e aos jornalistas Franklin Martins, Mino Carta e Amorim, dizendo que todos faziam propaganda do governo e "todos eles estavam na fase descendente de suas carreiras".
Ainda segundo o colunista, o apresentador da Record receberia R$ 80 mil para se engajar, junto com Carta, na "batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas". Em razão deste texto, alegando ofensa a sua honra pessoal e profissional, além de violação à sua intimidade, Amorim entrou com ação na Justiça contra Mainardi e a Editora Abril pedindo indenização por danos morais, em um valor "não inferior a 1,5 mil salários mínimos", acrescido de R$ 0,50 por cada exemplar da revista posto em circulação.
Em primeira instância, Mainardi foi absolvido das acusações. O processo corria em segredo de Justiça, por Amorim considerar que o que se discute no processo interessa só às partes envolvidas. No entanto, o apresentador da Record ganhou a ação em segunda instância.
Para o procurador de Justiça Carlos Eduardo de Athayde Buono, o dolo contra Paulo Henrique Amorim é claro, existe patenteado no "jornalismo ofensivo" do articulista da Veja . "Avaliar Paulo Henrique Amorim como 'um qualquer', sem demonstrar, ou comprovar suas ilações é horroroso, maquiavélico e criminoso. (...) Ele passou, e muito, da linha normal de aceitação de um jornalismo agressivo", declarou.
"O que é razoável?", pergunta o procurador em sua decisão. "Aquilo que não ofende, injuria, calunia ou difama alguém", responde. Cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça. Com essa decisão, Diogo Mainardi perde a primariedade, o que significa que, se for condenado de novo, poderá ir preso.
Crédito da foto: Divulgação
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