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Diário comunista fundado por Antonio Gramsci sairá de circulação na Itália

O jornal foi atingido pela transformação mais ampla da indústria de comunicação.

A partir da próxima sexta-feira (1/8), o L'Unita , diário de esquerda fundado pelo comunista italiano Antonio Gramsci, terá sua publicação suspensa após seus acionistas não conseguirem chegar a um acordo sobre estratégias futuras.
Crédito:Reprodução Falta de recursos financeiros levam ao fechamento do jornal
De acordo com a Reuters, na capa desta quarta a manchete destaca o fim da publicação: "Eles mataram L'Unita". Além de três páginas dedicadas ao encerramento do jornal e de uma de propaganda de sua livraria online, o restante da edição de 20 páginas está em branco.
O diário L'Unita foi fundado por Gramsci em 1924 como órgão oficial do Partido Comunista Italiano. O jornal sobreviveu clandestinamente à era fascista, mas tem lutado para se manter nas bancas desde o colapso do partido na década de 1990. Foi fechado por algum tempo em 2000, mas depois reabriu com um novo grupo de acionistas privado.
O jornal também foi atingido pela transformação mais ampla da indústria de comunicação, desencadeada pela Internet, bem como pela crise econômica na Itália, acumulando milhões de euros em dívidas, enquanto as vendas caíram de forma constante, chegando a uma tiragem de pouco mais de 20 mil exemplares por dia.
Como os atuais administradores exigem 1,6 milhão de euros para garantir as operações até setembro, uma reunião dos acionistas na última terça (29/7) rejeitou três ofertas para o jornal.
Os jornalistas do próprio veículo, que trabalharam sem remuneração nos últimos três meses, acusam o principal partido de esquerda da Itália de abandoná-los, apesar de manterem a esperança em uma intervenção. "Os trabalhadores foram deixados sozinhos para defender uma publicação histórica", disse o comitê editorial.

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