Dezembro inicia com greve em dois veículos de São Paulo

Os jornalistas da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), que publica o Correio Popular, de Campinas, cruzaram os braços nessa segunda-feira (

Atualizado em 04/12/2017 às 07:12, por Redação Portal IMPRENSA.

4). A paralisação se dá por conta dos frequentes atrasos nos pagamentos de salários e benefícios que se arrastam há quase dois anos na empresa. A informação é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP). Crédito:Flaviana Serafim O SJSP fechou um acordo junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região determinando o pagamento semanal, sempre às sextas-feiras, de 25% dos salários para redução da dívida com os jornalistas. No entanto, de acordo com informações do sindicato, o grupo tem descumprido a decisão e o débito se acumula há dois meses.
Em novembro, o grupo quitou a última parcela do 13.º salário de 2016 e o devido de abril. Fora o pagamento dos últimos dois meses, a RAC também deve aos trabalhadores o salário de maio e mais seis meses de vales refeição e alimentação, além de pendências relativas às férias. Na semana passada, também venceu o prazo para a primeira parcela do 13.º de 2017 e os profissionais não receberam sinalização da empresa sobre o pagamento.
Já os jornalistas do Diário de S.Paulo entraram em greve na sexta-feira (1º), por tempo indeterminado, pois a empresa está descumprindo o acordo judicial, firmado no último dia 25 de outubro no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2-SP) e, segundo o SJSP continua atrasando os salários. O Diário não teria pago a multa pelos atrasos anteriores e teria demitido um dos trabalhadores, apesar do direito de três meses de estabilidade garantidos junto ao TRT2-SP.
Os jornalistas já tinham entrado em greve entre os dias 10 e 25 de outubro, e a mobilização conseguiu um acordo no TRT estabelecendo um cronograma de pagamentos para quitação dos atrasos, além de estabilidade de emprego aos grevistas e o não desconto dos dias parados.
O acordo também estabeleceu que o os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), atrasados desde 2014, também seriam regularizados.
No entanto, segundo informações do SJSP, a empresa descumpriu o acordo dos pagamentos e não respeitou a estabilidade. Os jornalistas denunciam que vêm sofrendo constante assédio moral da direção do Diário de S.Paulo devido ao movimento grevista.
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