Desafetos de Diogo Mainardi afirmam que jornalista fugiu do país para não ser preso
Desafetos de Diogo Mainardi afirmam que jornalista fugiu do país para não ser preso
Desafetos do jornalista Diogo Mainardi, colunista da revista Veja e participante do programa "Manhatan Connection", da GNT, afirmam que ele deixou o país para se livrar dos processos por calúnia, injúria e difamação.
| Divulgação | |
| Diogo Mainardi |
À época do anúncio de sua saída do país, para morar com a família na cidade italiana de Veneza, Mainardi escreveu que sua situação se comparava a dos retirantes da obra de Graciliano Ramos, "Vidas Secas", e ironizou dizendo que deixava o Brasil por "medo de ser preso".
"O Mainardi me deve dinheiro", escreveu o jornalista Paulo Henrique Amorim, âncora do "Domingo Espetacular", da Record. O jornalista Luis Nassif também se queixou da suposta debandada de Mainardi. "Há meses e meses meus advogados tentam citá-lo em vão".
Por meio de seu perfil no Twitter, Mainardi afirmou que os processos não o assustam. "Vou e volto quando bem entendo", afirmou. Ele sublinhou, ainda, que mudou-se de país por razões familiares.
Diogo chegou a ser condenado, em segunda instância, a três anos e quinze dias de prisão por uma queixa-crime movida por Paulo Henrique Amorim, mas recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de ser condenado, o juiz responsãvel pelo caso abrandou a pena convertendo-a ao pagamento de três salários mínimos.
Caso Mainardi perca na última instância, não será preso, mas perderá a prerrogativa de réu primário, o que pode dificultar sua defesa em outros processos.
Ainda sobre os impasses com Paulo Henrique, a Justiça condenou Mainardi a pagar R$ 285 mil de indenização por ter afirmado que o jornalista da Record recebia dinheiro do PT para manter sua página pessoal, o Conversa Afiada. A indenização, segundo informa o jornal Folha de S.Paulo , chegou a ser depositada em juízo e os advogados do colunista da Veja recorreram da sentença.
Em entrevista à Folha , ele afirmou que "cada um desses processos é uma medalha" em seu peito, e que a ideia de que ele deixou o país para fugir de processos é "ridícula". "Fiz só uma brincadeira na coluna", disse.
O colunista reafirmou que retornou à Veneza, onde já morou por 14 anos, para que sua mulher - historiadora - pudesse encontrar emprego.
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