Denunciada por suposto caixa dois, governadora do RS desqualifica matéria de Veja

Denunciada por suposto caixa dois, governadora do RS desqualifica matéria de Veja

Atualizado em 11/05/2009 às 12:05, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Denunciada por suposto caixa dois, governadora do RS desqualifica matéria de Veja

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Agência Brasil
Governadora Yeda Crusius
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, desqualificou as denúncias publicadas na edição desta semana da revista Veja sobre suposto caixa dois em sua campanha eleitoral (2006). Na reportagem, Yeda é acusada de receber, ao todo, R$ 400 mil de duas fabricantes de cigarros e obter auxílio de uma agência de publicidade. As arrecadações, segundo a Veja , não foram declaradas na relação de campanha da governadora.

As denúncias foram apresentadas por Veja depois que a publicação teve acesso a trechos de conversas gravadas entre Marcelo Cavalcante (ex-assessor de Yeda, encontrado morto em fevereiro) e o empresário Laid Ferst que, segundo a reportagem, o auxiliava em arrecadações para campanha eleitoral.

Segundo Yeda, trata-se de "mais um capítulo da mesma novela, com os mesmos personagens", referindo-se a Laid Ferst e ao vice-governador Paulo Feijó (DEM), com quem rompeu por não concordar, entre outras coisas, com a política tributária aplicada no estado.

A governadora disse não haver irrgularidades e indicou que não existem provas suficientes. Além disso, criticou Ferst e Magda Koegnikan (ex-companheira de Cavalcante), que em entrevista à Veja confirmou as informações contidas nos áudios que geraram a denúncia. "Como uma pessoa grava um amigo dessa forma. Eu desqualifico as fontes desta entrevista. O Marcelo (Cavalcante) está morto, ela (Magda) não pode falar por ele", argumentou Yeda.

De acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo, a deputada estadual Zilá Breitenbach (PSDB-RS) também contestou a legitimidade das declarações da viúva de Cavalcante. "Ela declara coisas que o Marcelo não pode confirmar, pois ele morreu. Duvido da existência das gravações", disse.

Procurada pela reportagem de IMPRENSA, a assessoria da revista Veja ainda não tem qualquer pronunciamento oficial da publicação sobre o assunto.

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