Delegado da PF toma aparelhos de jornalista durante sessão plenária no AM
Durante um julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER-AM), o delegado da Polícia Federal (PF), Leon Emerich, tomou o celular
Atualizado em 29/07/2015 às 18:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Durante um julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER-AM), o delegado da Polícia Federal (PF), Leon Emerich, o celular e o cartão de memória da máquina fotográfica que a repórter da Rede Diário de Comunicação, Cynthia Blink, estava utilizando.
Crédito:Reprodução Advogado disse que atitude de delegado lembra ditadura
Segundo o portal D24AM, o juiz que presidia a sessão, Francisco Marques, disse que a imprensa não poderia entrar no plenário. A repórter chegou depois do aviso e não foi impedida de entrar com o equipamento.
Após fazer uma foto da sessão, o juiz determinou que a jornalista apagasse a imagem, pedido que foi acatado pela profissional. Depois, um assessor do TRE pediu para que a jornalista deixasse o local, já que a imprensa não poderia acompanhar o julgamento.
Durante o depoimento de uma testemunha, Emercih pediu a câmera da jornalista para apagar uma foto feita anteriormente. Alegando medida de segurança, ele solicitou que Cynthia levasse o cartão de memória para garantir que a imagem não fosse usada pela empresa.
Logo após, ela pegou o celular para informar sobre o ocorrido ao diretor de redação, Sérgio Bártholo. No entanto, o delegado viu que o gravador de áudio estava ligado e puxou o celular da mão da repórter.
A jornalista disse que ficou constrangida com as atitudes do delegado. “Me senti coagida com a retirada dos meus aparelhos profissionais. Não houve determinação judicial e meu trabalho foi prejudicado”, alegou.
Ao final da sessão, o juiz, Francisco Marques conversou com a repórter esclareceu que a imagem não poderia ser publicada, mas todas as informações ouvidas por ela poderiam ser usadas para uma matéria.
Em entrevista, ele disse que não determinou que o delegado pegasse o equipamento de Cynthia em nenhum momento da sessão. “Em momento algum houve determinação de apreensão de máquina para fazer perícia. Falei para que ela não tirasse mais fotos”, afirmou.
A profissional acompanhou os agentes até a Superintendência da Polícia Federal para esperar pela devolução dos aparelhos, que só foram entregues mais de uma hora depois de chegarem ao local.
Crédito:Reprodução Advogado disse que atitude de delegado lembra ditadura
Segundo o portal D24AM, o juiz que presidia a sessão, Francisco Marques, disse que a imprensa não poderia entrar no plenário. A repórter chegou depois do aviso e não foi impedida de entrar com o equipamento.
Após fazer uma foto da sessão, o juiz determinou que a jornalista apagasse a imagem, pedido que foi acatado pela profissional. Depois, um assessor do TRE pediu para que a jornalista deixasse o local, já que a imprensa não poderia acompanhar o julgamento.
Durante o depoimento de uma testemunha, Emercih pediu a câmera da jornalista para apagar uma foto feita anteriormente. Alegando medida de segurança, ele solicitou que Cynthia levasse o cartão de memória para garantir que a imagem não fosse usada pela empresa.
Logo após, ela pegou o celular para informar sobre o ocorrido ao diretor de redação, Sérgio Bártholo. No entanto, o delegado viu que o gravador de áudio estava ligado e puxou o celular da mão da repórter.
A jornalista disse que ficou constrangida com as atitudes do delegado. “Me senti coagida com a retirada dos meus aparelhos profissionais. Não houve determinação judicial e meu trabalho foi prejudicado”, alegou.
Ao final da sessão, o juiz, Francisco Marques conversou com a repórter esclareceu que a imagem não poderia ser publicada, mas todas as informações ouvidas por ela poderiam ser usadas para uma matéria.
Em entrevista, ele disse que não determinou que o delegado pegasse o equipamento de Cynthia em nenhum momento da sessão. “Em momento algum houve determinação de apreensão de máquina para fazer perícia. Falei para que ela não tirasse mais fotos”, afirmou.
A profissional acompanhou os agentes até a Superintendência da Polícia Federal para esperar pela devolução dos aparelhos, que só foram entregues mais de uma hora depois de chegarem ao local.
Para o advogado e articulista do Diário , Félix Valois, o delegado tomou uma atitude arbitrária. “Qual crime ela cometeu para ter o material apreendido. Isso é uma violência do tempo da ditadura”, analisou.





