Datena é advertido pela Justiça de SP por "discriminação homofóbica"
Datena é advertido pela Justiça de SP por "discriminação homofóbica"
Atualizado em 27/12/2010 às 12:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O apresentador José Luiz Datena recebeu uma advertência da Secretaria da Justiça de São Paulo em razão de um processo administrativo movido pela Defensoria Pública contra ele por "discriminação homofóbica". O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) já havia pedido a condenação do apresentador por discriminar ateus ao associá-los a marginais.
O processo contra Datena foi motivado por comentários durante a exibição de uma reportagem em seu programa, o "Brasil Urgente". Ao se referir a um travesti, o apresentador usou expressões como "travecão butinudo do caramba".
"Não houve discriminação. Falei sobre a agressão [depois da briga, o travesti empurrou o cinegrafista] e não sobre a opção sexual da pessoa", diz Datena a Folha de S.Paulo .
Apesar da advertência, a Defensoria vai recorrer da decisão e pedir que o apresentador seja multado em R$ 246 mil.
Preconceito contra ateus
No começo de dezembro, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) moveu ação pedindo que Datena e a Band se retratem durante o "Brasil Urgente" por discriminação contra ateus.
Em julho, Datena e o repórter Márcio Campos passaram mais de 50 minutos comentando, ao vivo, um crime. Ao analisar o caso, o apresentador fez associações consideradas preconceituosas entre criminalidade e descrença religiosa, apontando as pessoas que não acreditam em Deus como responsáveis pela deterioração da sociedade.
Na ação, o MPF-SP pede que a retratação dure, "no mínimo", o dobro do tempo dos comentários do apresentador e de seu repórter. Mas, nesse caso, não houve condenação.
Leia mais

O processo contra Datena foi motivado por comentários durante a exibição de uma reportagem em seu programa, o "Brasil Urgente". Ao se referir a um travesti, o apresentador usou expressões como "travecão butinudo do caramba".
"Não houve discriminação. Falei sobre a agressão [depois da briga, o travesti empurrou o cinegrafista] e não sobre a opção sexual da pessoa", diz Datena a Folha de S.Paulo .
Apesar da advertência, a Defensoria vai recorrer da decisão e pedir que o apresentador seja multado em R$ 246 mil.
Preconceito contra ateus
No começo de dezembro, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) moveu ação pedindo que Datena e a Band se retratem durante o "Brasil Urgente" por discriminação contra ateus.
Em julho, Datena e o repórter Márcio Campos passaram mais de 50 minutos comentando, ao vivo, um crime. Ao analisar o caso, o apresentador fez associações consideradas preconceituosas entre criminalidade e descrença religiosa, apontando as pessoas que não acreditam em Deus como responsáveis pela deterioração da sociedade.
Na ação, o MPF-SP pede que a retratação dure, "no mínimo", o dobro do tempo dos comentários do apresentador e de seu repórter. Mas, nesse caso, não houve condenação.
Leia mais






