Desde que o Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil em 2009, determinar o que define um profissional capacitado pautou as discussões de estudantes e formados. Cinco anos e inúmeros debates depois, está claro que mesmo sem a exigência legal, a graduação é imprescindível para quem deseja seguir carreira no jornalismo.
Mesmo assim, só o diploma não é garantia de um lugar no mercado hoje em dia. A concorrência com autodidatas e profissionais experientes de outras áreas aumentou. Pensando nisso, IMPRENSA destaca uma série de cursos, pós-graduações, MBAs e mestrados alternativos disponíveis no Brasil para os jornalistas que querem adicionar um diferencial ao currículo.
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Especialização em jornalismo abre as portas para novas oportunidades Esportes e cultura
Uma área atraente para boa parte dos estudantes – de olho nos eventos sediados no Brasil nos próximos anos – possui diversas opções de especialização ao redor do País. Em São Paulo, o Senac oferece um curso livre de "Jornalismo Esportivo", nas unidades Lapa Scipião e Piracicaba.
A carga horária total é de apenas 40 horas. Entre os típicos do programa estão ética profissional, relação jornalista-fonte, elaboração de pautas, técnicas de entrevista e a dinâmica das diferentes mídias. Pós-graduações, especializações e outros cursos livres sobre o assunto ainda podem sem encontrados na FAAP, Anhembi-Morumbi, FMU (SP), Facha (RJ), Una (MG) e Rio Branco (online).
O mesmo Senac oferece o curso livre de Jornalismo Cultural, outra área sempre lembrada pelos estudantes quando o assunto é plano de carreira. O programa passa por conceitos de cultura, ética, modalidades de textos e a construção do estilo, entre outros temas. A FMU e a Belas Artes (SP) também ministram cursos regulares para jornalistas interessados no assunto.
Pós-graduações, MBAs e especializações
Na área de pós-graduações, o Centro Universitário Una, de Minas Gerais, oferece um curso de "Jornalismo Cinematográfico". Com duração de 432 horas (pouco menos de um ano), o programa passa por disciplinas como narrativa documental, pesquisa jornalística, roteiro, fotografia, direção, edição e som para quem busca uma carreira na indústria audiovisual.
Na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco), profissionais da imprensa podem se especializar com o curso “Jornalismo de Moda”, com duração total de 360 horas. A história crítica da moda, semiótica, consumo na pós-modernidade e teoria e método de pesquisa em ciências sociais são algumas das disciplinas.
A Fundação Getúlio Vargas oferece em São Paulo e no Rio de Janeiro o MBA em "Jornalismo Investigativo e Realidade Brasileira", voltado para os graduados com interesse em aperfeiçoar técnicas de investigação e em entender mais profundamente o papel da imprensa na história recente do Brasil. O curso tem aproximadamente 14 meses de duração.
Mestrados e doutorados
Voltar para as salas de aula também pode ser uma alternativa de carreira. A Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, oferece um programa de mestrado baseado em duas linhas de pesquisa: “Processos Midiáticos: Tecnologia e Mercado” e “Produtos midiáticos: Jornalismo e Entretenimento”.
No Paraná, a Universidade Estadual de Ponta Grossa trabalha com linhas mais tradicionais de pesquisa: “Processos de Produção Jornalística” e “Processos Jornalísticos e Práticas Sociais”. A Universidade Estadual de Londrina vai para um caminho mais multimídia e oferece aos estudantes as linhas “Cultura Visual e Processos Sociais” e “Imagem e Linguagens”.
A gaúcha Unisinos tem um programa de mestrado e doutorado focado em processos midiáticos e na convergência de meios de comunicação, com destaque para as novas tecnologias. “Mídias e Processos Audiovisuais”, “Linguagem e Práticas Jornalísticas”, “Cultura, Cidadania e Tecnologias da Comunicação” e“ Midiatização e Processos Sociais” são as linhas de pesquisa.
Mídias Sociais
Uma área que tem ganhado cada vez mais notoriedade é a esfera digital. O mundo da comunicação na internet e nas redes sociais cresce, como mostra o noticiário. Pensando nisso, diversas universidades se prontificaram a oferecer cursos e especializa??es para jornalistas e publicitários que também buscam espaço nesse novo meio.
Na capital paulista, o Senac também oferece um curso de extensão universitária chamado “Gestão de Conteúdos em Redes Sociais”. Com duração total de 30 horas, o foco é na atuação de diferentes marcas e produtoras de conteúdo em páginas como o Facebook, Twitter, YouTube etc.
O Instituto Febraban de Educação oferece um curso intensivo de apenas dois dias (16 horas) de "Gestão de mídias sociais". O objetivo das aulas é proporcionar aos profissionais de comunicação ferramentas para administrar contas de empresas nas redes.
“Mídias Sociais – Gestão Eficiente” é um dos cursos livres do Centro Universitário Belas Artes. O conteúdo programático inclui o estudo do comportamento de usuários e de corporações. A Ecommerce School, além de preparar profissionais para o comércio online, possui também um curso para “Gerentes de Mídias Sociais” e “Facebook Marketing na Prática”, entre outros, para jornalistas e publicitários.
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* Com supervisão de Vanessa Gonçalves


