Cristina Kirchner critica imprensa, mas garante não querer conflito
Cristina Kirchner critica imprensa, mas garante não querer conflito
Em sua primeira entrevista à emissora argentina TN, desde que lançou oficialmente sua candidatura à Presidência, a primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner criticou os meios de comunicação e os jornalistas, mas garantiu não querer conflito com a imprensa.
Kirchner sugeriu, durante o programa - que aconteceu na noite da última quarta-feira (24), que os jornalistas estejam "mais preparados" para entrevistas e criticou o jornal La Nación , reclamando de que eles teriam afirmado que o governo do marido, Néstor Kirchner, não duraria sequer seis meses.
Ao falar da crise energética por que passa o país, ela afirmou: "São os panfletos dos meios de comunicação. Energia, inflação". Para a candidata, a oposição lê estas questões e tenta ampliar o assunto, já que este é um ano eleitoral.
Diante das afirmações de Cristina Kirchner, um dos apresentadores do programa, Marcelo Bonelli, retruca e diz que "a imprensa reflete o que dizem as pessoas". E questiona: "Senadora, a senhora está buscando um conflito com a imprensa?". "Não, não, de jeito nenhum. Eu simplesmente quero debater (o assunto)", respondeu a candidata.
Antes de a entrevista terminar, Cristina foi questionada se, caso eleita, dará entrevistas à imprensa. Rindo, ela respondeu: "Vou modificar a plataforma do governo e incluir entrevistas à imprensa". Kirchner e Cristina raramente falam com a imprensa, como informam com freqüência os principais jornais do país, como Clarín e La Nación .
A entrevista de mais de uma hora ao programa "A Dos Voces" foi provavelmente a última da candidata do governo antes das eleições deste domingo (28). As informações são da agência BBC Brasil.






