Cracker acusado de invadir computadores da Nasa sofre de austismo, diz especialista

Cracker acusado de invadir computadores da Nasa sofre de austismo, diz especialista

Atualizado em 15/01/2009 às 16:01, por Redação Portal IMPRENSA.

O cracker britânico Gary McKinnon - acusado de invadir os computadores do Pentágono, da Nasa (agência espacial norte-americana), da Marinha e do Exército dos Estados Unidos - pode não ser extraditado após a declaração de um especialista em autismo.

Para Simon Baron-Cohen, professor da Universidade de Cambridge, McKinnon sofre de um tipo de autismo chamado síndrome de Asperger. O cracker, que confessou os crimes alegando que não tinha má intenção, foi responsável pela maior operação de ciberpirataria da história dos Estados Unidos. Se extraditado, pode ficar até 70 anos em uma prisão de segurança máxima.

Segundo a agência de notícias Reuters, o especialista acredita que a ação de McKinnon não pode ser considerada um ato criminoso porque foi "a atividade de alguém que sofre de um transtorno". "A doença produz uma visão estreita que faz com que, na busca da verdade, as pessoas não vejam as potenciais consequências sociais para as outras", declarou Baron-Cohen.

Descoberto enquanto tentava baixar imagens da Nasa que para ele foram manipuladas para esconder indícios de vida extraterrestre, McKinnon não deve ir para a cadeia porque "seu encarceramento seria questionável, porque alguém com a síndrome de Asperger dificilmente suportará esse entorno", afirmou o especialista.

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