CPMI das Fake News quer convocar Telegram sobre mensagens publicadas pelo Intercept
O vazamento de mensagens do Telegram envolvendo membros da Lava Jato e o ministro da Justiça Sergio Moro, então juiz, deve ser um dos temas de debate da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que foi instalada ontem.
Atualizado em 05/09/2019 às 08:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Agência Senado O presidente eleito da comissão, senador Angelo Coronel (PSD-BA), quer convocar o Telegram para dizer se as mensagens publicadas pelo The Intercept Brasil e outros veículos parceiros são verdadeiras ou não.
“Vamos indicar se essas mensagens são verdadeiras ou não porque de um lado está a palavra do site. E do outro, a palavra do próprio Deltan dizendo que não são verdadeiras. Então, vai ser um bom local para colocar técnicos que possam quebrar sigilo para que, com isso, a gente possa verificar se são verdadeiras ou não”, disse.
Segundo o senador, a CPMI pode, inclusive, solicitar que o Telegram entregue as mensagens, caso elas estejam guardadas nas nuvens. “Se o Telegram falar que as mensagens estão guardadas, vamos solicitar que nos entregue e mostre se há veracidade ou não”, disse
Outro ponto de destaque será a apuração das fakes news que invadiram as eleições de 2018. “Vamos investigar se houve perfis falsos. E, se detectarmos isso, vamos procurar quem promoveu esse perfil falso”, afirmou.
Contrário à criação da CPMI, o deputado Filipe Barros (PSL-PR), reclamou que a pauta de análise da comissão é amplo demais. “Esse debate todo sobre fake news precisa ser bem delimitado. O que são fake news? Fake news não são matérias das quais eu não gosto”, disse.
Formada por 15 deputados e 15 senadores, a CPMI terá prazo de 180 dias investigar ataques cibernéticos que atentam contra a democracia, apurar a utilização de perfis falsos para influenciar o resultado de eleições de 2018 e a prática de ciberbullying contra autoridades e cidadãos.





