CPMI das fake news ouve representantes de agências de checagem de fatos
Nesta quarta-feira, 6 de novembro, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura a difusão de notícias falsas na internet está ouvindo três jornalistas especializados em checagem de fatos: Edgard Matsuki (Boatos.
Atualizado em 06/11/2019 às 17:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
org), Gilmar Lopes (e-Farsas) e Sérgio Lüdtke (Comprova), além da especialista em proteção de dados Adriele Brito, da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro).
Lopes contou sobre a experiência realizada , no ano passado, durante o fim de semana do segundo turno da eleição presidencial, de criação da hashtag "checkersbr".
"A iniciativa reuniu as principais agências de checagem do país. Conseguimos desmentir 50 fake news que circularam só naquele intervalo de 48 horas", disse Lopes, explicando que o projeto contou com a ajuda do TSE.
Matsuki explicou que o Boatos.org foi criado em 2013, e que os sites de fact-checking utilizam critérios objetivos para definir o conteúdo que será analisado e também classificar o que é verdadeiro ou falso.
"Nestes seis anos e meio, acabamos desenvolvendo uma metodologia para escolher as mensagens a serem apreciadas e também para realizar os desmentidos. Nós optamos por criar critérios objetivos justamente para sermos justos na hora de escolher o que vai ser publicado", disse Matsuki.
Lembrando que por enquanto os vídeos manipulados (deep fakes) estão restritos a usos satíricos no Brasil, Sérgio Lüdtke falou sobre o risco que esse tipo de mídia pode vir a representar futuramente, inclusive nas eleições municipais do ano que vem. Crédito:Reprodução TV Câmara Lüdtke, do Comprova: há mais usuários ativos de WhatsApp e Facebook do que eleitores no Brasil
O representante do Comprova também falou sobre a importância da educação midiática. "Nossos amigos, parentes, e todas as pessoas que distribuem conteúdo todo o dia precisam receber orientação. Iniciativas de educação mediática são bem-vindas", afirmou Lüdtke, lembrando que, nesse ponto, pessoas mais velhas representam um grande desafio. "Não sei se a educação midiática serviria para elas", ponderou.
Lüdtke também lembrou que, nas eleições presidenciais do ano passado, havia mais usuários ativos do WhatasApp e do Facebook do que eleitores que foram às urnas votar.
Lopes contou sobre a experiência realizada , no ano passado, durante o fim de semana do segundo turno da eleição presidencial, de criação da hashtag "checkersbr".
"A iniciativa reuniu as principais agências de checagem do país. Conseguimos desmentir 50 fake news que circularam só naquele intervalo de 48 horas", disse Lopes, explicando que o projeto contou com a ajuda do TSE.
Matsuki explicou que o Boatos.org foi criado em 2013, e que os sites de fact-checking utilizam critérios objetivos para definir o conteúdo que será analisado e também classificar o que é verdadeiro ou falso.
"Nestes seis anos e meio, acabamos desenvolvendo uma metodologia para escolher as mensagens a serem apreciadas e também para realizar os desmentidos. Nós optamos por criar critérios objetivos justamente para sermos justos na hora de escolher o que vai ser publicado", disse Matsuki.
Lembrando que por enquanto os vídeos manipulados (deep fakes) estão restritos a usos satíricos no Brasil, Sérgio Lüdtke falou sobre o risco que esse tipo de mídia pode vir a representar futuramente, inclusive nas eleições municipais do ano que vem. Crédito:Reprodução TV Câmara Lüdtke, do Comprova: há mais usuários ativos de WhatsApp e Facebook do que eleitores no Brasil
O representante do Comprova também falou sobre a importância da educação midiática. "Nossos amigos, parentes, e todas as pessoas que distribuem conteúdo todo o dia precisam receber orientação. Iniciativas de educação mediática são bem-vindas", afirmou Lüdtke, lembrando que, nesse ponto, pessoas mais velhas representam um grande desafio. "Não sei se a educação midiática serviria para elas", ponderou.
Lüdtke também lembrou que, nas eleições presidenciais do ano passado, havia mais usuários ativos do WhatasApp e do Facebook do que eleitores que foram às urnas votar.





