CPJ pede investigação contra agressão sofrida por jornalista do Congo
CPJ pede investigação contra agressão sofrida por jornalista do Congo
O Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) pediu nesta sexta-feira (08) uma investigação aprofundada e transparente sobre a agressão sofrida no dia 12 de abril pelo jornalista Tuver Wundi Muhindo, da República Democrática do Congo. Repórter da Radiotelevisão Nacional Congolesa (RTNC), ele é correspondente da associação de defesa da liberdade de imprensa Jornalista Em Perigo (JED).
Muhindo foi vítima de quatro agressores que ameaçaram violentar sua esposa e outras mulheres de sua família, além de terem roubado dinheiro e outros objetos de valor. Armados com fuzis AK-47, os bandidos disseram que o motivo da intimidação era porque Muhindo era "o jornalista mais rico da cidade".
Segundo a agência de notícias Panapress, o major Thierry Chermwamy, um oficial dos Serviços de Inteligência Militar, afirmou que o caso foi levado à Justiça Militar porque os agressores portavam armas de guerra. O procurador militar Jean-Blaise Bwamulundo declarou que cinco suspeitos foram detidos.
"Queremos garantir que as autoridades investiguem a agressão contra Muhindo e levem os responsáveis ao Tribunal", declarou o CPJ em carta assinada pelo seu diretor executivo, Joël Simon. "Nós pedimos inquéritos sobre todas as ameaças e os ataques contra a imprensa. Lutar contra a impunidade dos agressores da imprensa é necessário para instaurar a segurança e o respeito pelo Estado de Direito", afirmou a entidade.
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