CPJ pede agilidade no julgamento de assassinos de jornalista do Quênia

CPJ pede agilidade no julgamento de assassinos de jornalista do Quênia

Atualizado em 22/09/2009 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta terça-feira (22), o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) exigiu do governdo do Quênia o julgamento dos assassinos do jornalista Francis Nyaruri. No dia 29 de janeiro deste ano, o profissional foi encontrado decapitado em uma floresta perto de sua cidade natal, Nyamira.

Comum pseudônimo, o jornalista escreveu, antes de sua morte, uma série de artigos para o jornal Weekly Citizen , sobre suposta corrupção praticada por funcionários e policiais da província de Nyanza.

Desde fevereiro, quando se iniciaram as investigações, dois suspeitos foram detidos pela polícia do Quênia. Enquanto um aguarda pelo julgamento, o outro foi liberado sem explicação, informou a agência de notícias Panapress.

O advogado da família de Nyaruri, Andrew Mandi, sofreu ameaças de morte por telefone e recebeu uma "visita" da Polícia por defender a detenção dos dois suspeitos. Em carta ao primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, o CPJ afirmou que o caso não está progredindo.

"Exortamo-lo a continuar as reformas da Polícia nas províncias ocidentais do país. Você deve certificar-se que os assassinos de Nyaruri serão julgados. Os jornalistas devem ter o direito de fazer o seu trabalho sem medo de sofrer ataques por parte dos que em princípio têm por incumbência defender a população", disse Joel Simon, diretor executivo da entidade.

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