CPJ pede agilidade no julgamento de assassinos de jornalista do Quênia
CPJ pede agilidade no julgamento de assassinos de jornalista do Quênia
Nesta terça-feira (22), o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) exigiu do governdo do Quênia o julgamento dos assassinos do jornalista Francis Nyaruri. No dia 29 de janeiro deste ano, o profissional foi encontrado decapitado em uma floresta perto de sua cidade natal, Nyamira.
Comum pseudônimo, o jornalista escreveu, antes de sua morte, uma série de artigos para o jornal Weekly Citizen , sobre suposta corrupção praticada por funcionários e policiais da província de Nyanza.
Desde fevereiro, quando se iniciaram as investigações, dois suspeitos foram detidos pela polícia do Quênia. Enquanto um aguarda pelo julgamento, o outro foi liberado sem explicação, informou a agência de notícias Panapress.
O advogado da família de Nyaruri, Andrew Mandi, sofreu ameaças de morte por telefone e recebeu uma "visita" da Polícia por defender a detenção dos dois suspeitos. Em carta ao primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, o CPJ afirmou que o caso não está progredindo.
"Exortamo-lo a continuar as reformas da Polícia nas províncias ocidentais do país. Você deve certificar-se que os assassinos de Nyaruri serão julgados. Os jornalistas devem ter o direito de fazer o seu trabalho sem medo de sofrer ataques por parte dos que em princípio têm por incumbência defender a população", disse Joel Simon, diretor executivo da entidade.
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