Correspondente do "Washington Post" detido no Irã admite prática de espionagem

O correspondente do Washington Post no Irã, Jason Rezaian, detido há quase sete meses em Teerã, admitiu a prática de "ativida

Atualizado em 18/02/2015 às 09:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O correspondente do Washington Post no Irã, Jason Rezaian, detido há quase sete meses em Teerã, admitiu a prática de "atividades de espionagem", informou na última terça-feira (17/2) um deputado ultraconservador iraniano.

Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista admitiu ter praticado espionagem no Irã
"As autoridades americanas afirmaram que Rezaian está detido há 200 dias sem qualquer processo, mas se eles escutassem suas confissões sobre suas atividades de espionagem no nosso país (...), entenderiam as razões de sua presença no Irã", disse o deputado Hamid Resaie, citado pela agência de notícias oficial iraniana Fars.

De acordo com a AFP, o político afirmou, no último sábado (14/2), "que certas pessoas no âmbito da presidência" iraniana teriam facilitado o acesso de Jason Rezaian e de sua esposa, a também jornalista Yeganeh Salehi, "aos locais mais sensíveis da presidência". Sem mencionar nomes, questionou "um diretor" no âmbito da presidência.

Jason Rezaian foi detido em 22 de julho de 2014 com a esposa, libertada sob fiança, por motivos não informados claramente. Ele colabora para o Washington Post desde 2012. Para o jornal, as acusações de espionagem são "uma farsa e um simulacro".


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