Correspondente do New York Times dá dicas de cobertura de inteligência artificial
Baseado em São Francisco, Cade Metz é correspondente de tecnologia do jornal New York Times, cobrindo temas como inteligência artificial, carros autônomos e realidade virtual.
Atualizado em 16/09/2019 às 11:09, por
Leandro Haberli.
Ele também traz no currículo uma bem sucedida passagem como redator e editor sênior da revista Wired, espécie de bíblia do jornalismo mundial de tecnologia, ciência, design e negócios.
Em entrevista concedida de São Francisco por telefone ao Portal IMPRENSA, Metz falou sobre os riscos do uso da inteligência artificial na produção e distribuição de notícias falsas, deu dicas para jornalistas brasileiros interessados em se especializar em inteligência artificial, além de falar sobre como as recentes mudanças do setor afetam a cobertura da imprensa. Crédito:Reprodução YouTube "Inteligência artificial não substituirá a figura dos jornalistas", diz Cade Metz, do New York Times
Começando pelos riscos, Metz ressaltou que ainda é necessário ter algumas habilidades específicas para a produção de imagens e vídeos falsos ou fora de contexto. "Entretanto, com o avanço tecnológico, a tendência é que a grande maioria das pessoas seja capaz de criar conteúdos visuais falsos ou até mesmo um deep fake", diz o especialista, em referência a vídeos adulterados para fins de manipulação da opinião pública.
Falando sobre os aspectos positivos da inteligência artificial, Cade Metz lembra que uma das áreas mais promissoras para essa tecnologia é a de tradução de idiomas. "A habilidade das máquinas de entender diferentes línguas ainda apresenta falhas, mas a tendência é que esses sistemas evoluam rapidamente, ajudando as pessoas a dialogar e criando um mercado importante", prevê.
No caso da realidade virtual, Metz explica que, além de seu crescente uso pelos desenvolvedores de games, numa tendência que a médio prazo promete revolucionar a indústria de entretenimento digital, essa tecnologia vem se revelando auspiciosa na área médica, especialmente em tratamentos de pacientes que sofrem de estresse pós-traumático, como são chamados os distúrbios caracterizados pela dificuldade em se recuperar depois de vivenciar ou testemunhar um acontecimento assustador.
"Outra dica que dou aos jornalistas brasileiros interessados em inteligência artificial é ficar atento às possibilidades de seu uso na agricultura. Elas são enormes e vão desde caminhões a sistemas de fertilização e aplicação de pesticidas autônomos", exemplifica Metz, lembrando que a área de carros autônomos também é uma das vedetes do setor de inteligência artificial, atraindo cada vez mais investimentos.
Perguntado sobre as possibilidades do uso da inteligência artificial no jornalismo (tema do , evento que será realizado pela Revista e Portal IMPRENSA no dia 26 de setembro, na Unibes Cultural, em São Paulo), Metz confessou não ter muitas informações a respeito, limitando-se a dizer que, por mais que os sistemas evoluam, eles nunca substituirão a figura do jornalista.
Em entrevista concedida de São Francisco por telefone ao Portal IMPRENSA, Metz falou sobre os riscos do uso da inteligência artificial na produção e distribuição de notícias falsas, deu dicas para jornalistas brasileiros interessados em se especializar em inteligência artificial, além de falar sobre como as recentes mudanças do setor afetam a cobertura da imprensa. Crédito:Reprodução YouTube "Inteligência artificial não substituirá a figura dos jornalistas", diz Cade Metz, do New York Times
Começando pelos riscos, Metz ressaltou que ainda é necessário ter algumas habilidades específicas para a produção de imagens e vídeos falsos ou fora de contexto. "Entretanto, com o avanço tecnológico, a tendência é que a grande maioria das pessoas seja capaz de criar conteúdos visuais falsos ou até mesmo um deep fake", diz o especialista, em referência a vídeos adulterados para fins de manipulação da opinião pública.
Falando sobre os aspectos positivos da inteligência artificial, Cade Metz lembra que uma das áreas mais promissoras para essa tecnologia é a de tradução de idiomas. "A habilidade das máquinas de entender diferentes línguas ainda apresenta falhas, mas a tendência é que esses sistemas evoluam rapidamente, ajudando as pessoas a dialogar e criando um mercado importante", prevê.
No caso da realidade virtual, Metz explica que, além de seu crescente uso pelos desenvolvedores de games, numa tendência que a médio prazo promete revolucionar a indústria de entretenimento digital, essa tecnologia vem se revelando auspiciosa na área médica, especialmente em tratamentos de pacientes que sofrem de estresse pós-traumático, como são chamados os distúrbios caracterizados pela dificuldade em se recuperar depois de vivenciar ou testemunhar um acontecimento assustador.
"Outra dica que dou aos jornalistas brasileiros interessados em inteligência artificial é ficar atento às possibilidades de seu uso na agricultura. Elas são enormes e vão desde caminhões a sistemas de fertilização e aplicação de pesticidas autônomos", exemplifica Metz, lembrando que a área de carros autônomos também é uma das vedetes do setor de inteligência artificial, atraindo cada vez mais investimentos.
Perguntado sobre as possibilidades do uso da inteligência artificial no jornalismo (tema do , evento que será realizado pela Revista e Portal IMPRENSA no dia 26 de setembro, na Unibes Cultural, em São Paulo), Metz confessou não ter muitas informações a respeito, limitando-se a dizer que, por mais que os sistemas evoluam, eles nunca substituirão a figura do jornalista.





