Conscientizar os jornalistas como categoria é o maior desafio do Amapá, diz presidente do Sindjor

Conscientizar os jornalistas como categoria é o maior desafio do Amapá, diz presidente do Sindjor

Atualizado em 23/01/2008 às 16:01, por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA.

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No Estado do Amapá, norte do Brasil, a maior dificuldade dos profissionais de mídia é a conscientização como categoria. Essa é uma das afirmações de Volney Oliveira, 38, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amapá. Ele acredita que o reconhecimento é necessário para "forçar as mudanças na postura dos patrões".

Atualmente, o Amapá conta com 350 jornalistas graduados e outros 50 não formados, sendo que 123 são filiados ao Sindjor. No entanto, o presidente da entidade afirma que muitos ainda trabalham por conta própria, ou seja, "prestam serviço e, portanto, são responsáveis por buscar seus próprios salários".

Dessa forma, Oliveira afirma que não existe uma distinção entre redação e comercial no Amapá. "Sem base consolidada, a arrecadação é baixa e isso dificulta o desenvolvimento das ações sindicais. Uma das principais queixas [dos profissionais de imprensa] é a falta de definição sobre a questão da exigência do diploma para o exercício da profissão, e a atuação de irregulares no mercado de trabalho".

Ainda assim, o presidente do Sindicato declara que não há muitos jornalistas sem diploma atuando no Estado. "Os graduados somam maior número, mas a resistência dos irregulares é grande". Por outro lado, ele acredita que existam muitos profissionais trabalhando como PJs no Amapá. "Eles atuam principalmente no rádio, onde compram horários para fazer programas jornalísticos que têm como cliente único o governo do Estado. Daí a ética vai para o brejo".

Volney Oliveira está licenciado da TV Amapá, afiliada da Rede Globo, "sem remuneração", depois de ter sido demitido em 2006, e retornado através da Justiça do Trabalho. "A demissão foi arbitrária, devido à atuação sindical", acredita Oliveira, que vê o registro em carteira e a fixação do piso salarial em R$ 1,2 mil como as maiores reivindicações da entidade.