Conferência de abertura do LID& destaca lacunas e atualidade da obra de Oswald de Andrade
Nesta quinta-feira (7) acontece o LID&: Literatura+Imprensa+Debate, evento que discute a relevância de Oswald de Andrade para o jornalismo e a relação e importância entre literatura e imprensa.
O jornalista e escritor Mario Drumond iniciou a conferência de abertura do LID&. Drumond destacou a importância de estar presente no evento também como um leitor. "Já tive vontade de formar o sindicato dos leitores, mas é utópico [risos]. Sempre são chamados jornalistas e autoridades e o leitor nunca é convidado pra falar. Eu sou leitor de Oswald desde 1968 e sou um devedor de sua obra", disse.
Drumond fez um resgate da obra jornalística de Oswald, destacando algumas lacunas que descobriu em seus trabalhos e falando de suas principais contribuições. Considerado um pioneiro em diversos quesitos, Drumond mostra também o trabalho gráfico que Oswald desenvolveu nos jornais da época, contribuindo com a diagramação dos periódicos e destaca o vanguardismo do escritor. "A síntese do jornalismo dele era ser de relevância. Era de uma proposta editorial fantástica", define.
Após Drumond, a escritora e jornalista Márcia Camargos também participou da mesa de debate e inicia sua fala fazendo uma homenagem às mulheres. Uma das poucas escritoras convidadas a participar dos debates literários em Paraty, Márcia se diz honrada com o convite e destaca a importância das mulheres na vida de Oswald e seu assumido feminismo. "Assim, lanço uma pergunta com sabor de provocação: onde estão as mulheres no circuito literário nacional e internacional?".
Na sequencia, começa sua apresentação sobre "A face semi-oculta de Oswald de Andrade". Márcia destaca a importância e a atualidade de Oswald e sua obra. "Um homem antenado com seu tempo, tinha lampejos brilhantes. Ele teria sido twitteiro na primeira metade do século XX. Hoje, seria um twitteiro de primeira grandeza", disse.






