Comprovado envio do documento, CartaCapital promete processo

Comprovado envio do documento, CartaCapital promete processo

Atualizado em 11/03/2008 às 13:03, por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA.

Comprovado envio do documento, CartaCapital promete processo

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A assessoria da Secretaria Nacional de Justiça, confirmou ao Portal IMPRENSA, nesta terça-feira (11), que o documento publicado pela revista CartaCapital - que pedia informações ao jogador Kaká sobre sua relação com os bispos Estevam Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, líderes da Igreja Renascer - foi reenviado à Itália.

O promotor Marcelo Mendroni entrou com o pedido do documento através do Ministério Público, que, por sua vez, o enviou para o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça (DRCI), que é a autoridade central para esse tipo de procedimento. Através do DRCI, o Ministério da Justiça enviou o documento à Itália. Como este documento estava em português, foi devolvido, traduzido para o italiano e reenviado.

A dúvida sobre a veracidade do documento, assinado pelo promotor Marcelo Mendroni, veio a público em nota divulgada pela Brickmann Associados no dia 07 de março. A nota dizia que o Dr. Luís Flávio Borges d'Urso, advogado do Apóstolo Estevam e da Bispa Sonia Hernandes, "tomará as providências jurídicas cabíveis, pedindo às autoridades que investiguem os fatos, o documento falso; que investiguem seus autores, para que sejam devidamente processados e punidos. Pede também investigações sobre a postura antiética e deliberadamente antijornalística da revista CartaCapital ".

Ainda de acordo com a Brickmann Associados, "a revista publicou uma 'entrevista' atribuída ao Dr. Marcelo Mendroni, promotor de Justiça, e o identifica como se fosse o juiz da 1ª Vara Criminal e o responsável pelo envio do questionamento a Kaká".

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Sergio Lirio, redator-chefe da CartaCapital , explicou o ocorrido. "O documento não é falso, ele existe e está no Ministério da Justiça. Tivemos uma respostas do Ministério Público afirmando que o documento foi enviado à Promotoria em Milão. E nossa matéria nunca acusou Kaká, apenas sugerimos que o jogador esclarecesse os fatos", explicou Lirio.

Em seu site, a revista também publicou: " CartaCapital faz questão de acentuar que o promotor, embora não desminta a autenticidade do documento publicado há duas semanas, não foi fonte da revista, não procurou a imprensa e não deu entrevistas sobre o assunto a quem quer que seja."

Em vista dos últimos acontecimentos, a CartaCapital está estudando com seus advogados quais providências legais pode tomar contra a Igreja Renascer e contra a Brickmann Associados, sua assessoria de imprensa.

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