Companhia de Docas do Pará destitui jornalista e causa protestos de entidades do setor

Companhia de Docas do Pará destitui jornalista e causa protestos de entidades do setor

Atualizado em 03/02/2009 às 12:02, por Ana Luiza Moulatlet e Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA.

Companhia de Docas do Pará destitui jornalista e causa protestos de entidades do setor

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A Companhia de Docas do Pará (CDP) destituiu do cargo na última quinta-feira (29) sua assessora de comunicação, Sheila Faro. Entidades do setor manifestaram repúdio contra a decisão, alegando que não houve justificativa para o corte da profissional - que também é presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado (Sinjor-PA).

Na avaliação de Sheila, a demissão pode ter embasamento político, já que a Companhia é vinculada à Secretaria Especial de Portos do Governo Federal. "Eu acho que pode ter um problema político no caso, mas também não descarto que o presidente da Companhia das Docas, Clythio Buggenhout, possa ter sido mal assessorado na decisão", ressaltou.

Segundo a jornalista, seu trabalho sempre foi elogiado pelo gestor da Companhia, o que causou mais constrangimento na demissão. "O presidente me chamou, exaltou tudo que fiz e depois me demitiu, dizendo que tínhamos formas diferentes de trabalhar. Fiquei perplexa".

Divulgação
Sérgio Murillo, da Fenaj
A assessora ressaltou que a atuação na Presidência do Sindicato era de conhecimento da CDP, e que dias após sua eleição enviou um comunicado oficial informando o cargo que estava ocupando. "A demissão não afeta a Sheila como pessoa. Fere um direito constitucional e o movimento sindical, o mesmo que ajudou a eleger o nosso presidente da República".

A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas do Pará aderiram ao movimento, e publicaram notas de repúdio ao corte. Segundo Sheila, a Fenaj protocolou um documento exigindo sua reintegração na Companhia.

Ao Portal IMPRENSA, a assessoria de comunicação da CDP informou que a jornalista nunca fez parte do quadro efetivo da companhia, pois ocupava um cargo de confiança. "Há um ano e três meses, quando o presidente assumiu, Sheila já estava aqui. Coube a ele analisar cada cargo e o trabalho de cada funcionário, e decidir se ela deveria ficar ou não", explicou a assessoria.