Companhia de Docas do Pará destitui jornalista e causa protestos de entidades do setor
Companhia de Docas do Pará destitui jornalista e causa protestos de entidades do setor
Companhia de Docas do Pará destitui jornalista e causa protestos de entidades do setor
PorA Companhia de Docas do Pará (CDP) destituiu do cargo na última quinta-feira (29) sua assessora de comunicação, Sheila Faro. Entidades do setor manifestaram repúdio contra a decisão, alegando que não houve justificativa para o corte da profissional - que também é presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado (Sinjor-PA).
Na avaliação de Sheila, a demissão pode ter embasamento político, já que a Companhia é vinculada à Secretaria Especial de Portos do Governo Federal. "Eu acho que pode ter um problema político no caso, mas também não descarto que o presidente da Companhia das Docas, Clythio Buggenhout, possa ter sido mal assessorado na decisão", ressaltou.
Segundo a jornalista, seu trabalho sempre foi elogiado pelo gestor da Companhia, o que causou mais constrangimento na demissão. "O presidente me chamou, exaltou tudo que fiz e depois me demitiu, dizendo que tínhamos formas diferentes de trabalhar. Fiquei perplexa".
| Divulgação |
| Sérgio Murillo, da Fenaj |
A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas do Pará aderiram ao movimento, e publicaram notas de repúdio ao corte. Segundo Sheila, a Fenaj protocolou um documento exigindo sua reintegração na Companhia.
Ao Portal IMPRENSA, a assessoria de comunicação da CDP informou que a jornalista nunca fez parte do quadro efetivo da companhia, pois ocupava um cargo de confiança. "Há um ano e três meses, quando o presidente assumiu, Sheila já estava aqui. Coube a ele analisar cada cargo e o trabalho de cada funcionário, e decidir se ela deveria ficar ou não", explicou a assessoria.






