Com o pé de volta ao acelerador
Com o pé de volta ao acelerador
Atualizado em 27/01/2011 às 16:01, por
Lucia Faria.
Janeiro acabou. Que pena. Definitivamente o melhor mês do ano. Só não foi melhor devido às chuvas que castigaram boa parte da população e nos deu imensa tristeza. Mas para trabalhar, não tem nenhum mês mais apropriado. Inclusive porque a gente descansa em janeiro.
Durante os últimos 30 dias tive uma semana de férias. Nos outros dias o telefone tocou menos, as reuniões externas ocorreram num ritmo absolutamente tranquilo e o trânsito em São Paulo estava ótimo - bastava não ir às ruas na hora da tempestade vespertina. As pendências foram pouco a pouco resolvidas. Cheguei em casa cedo diariamente, fiz ginástica e fui ao cinema. Terminei de ler dois livros em janeiro. E sobrou dinheiro para pagar as contas. O que mais quero da vida? Fiz um comentário a respeito disso no Facebook e os amigos concordaram em peso. Parece que os workaholics por opção estão em decadência.
Ainda em janeiro fui num happy hour no prédio de um amigo no aprazível bairro de Higienópolis. Enquanto o esperava, vi alguns homens chegando do trabalho, com o dia ainda claro, e indo direto ao playground para encontrar os filhos. Será que eles conseguem fazer isso nos outros meses? Sei não. Horário de verão, pouco trabalho, tudo isso nos instiga a aproveitar a vida ao lado dos amigos e da família.
Mas as aulas estão voltando, as pessoas sobem a serra e os executivos recolocam suas gravatas. Confesso que começo a torcer pelo toque do telefone com novos clientes nos procurando e os antigos contando novidades. Porque, se a moleza continuar, eu vou me acostumar com essa vida...e quem é empresário no Brasil não pode desfrutar de tantos prazeres. O leão estava manso em janeiro, mas agora temos uma alcatéia para matar nos próximos 334 dias.

Durante os últimos 30 dias tive uma semana de férias. Nos outros dias o telefone tocou menos, as reuniões externas ocorreram num ritmo absolutamente tranquilo e o trânsito em São Paulo estava ótimo - bastava não ir às ruas na hora da tempestade vespertina. As pendências foram pouco a pouco resolvidas. Cheguei em casa cedo diariamente, fiz ginástica e fui ao cinema. Terminei de ler dois livros em janeiro. E sobrou dinheiro para pagar as contas. O que mais quero da vida? Fiz um comentário a respeito disso no Facebook e os amigos concordaram em peso. Parece que os workaholics por opção estão em decadência.
Ainda em janeiro fui num happy hour no prédio de um amigo no aprazível bairro de Higienópolis. Enquanto o esperava, vi alguns homens chegando do trabalho, com o dia ainda claro, e indo direto ao playground para encontrar os filhos. Será que eles conseguem fazer isso nos outros meses? Sei não. Horário de verão, pouco trabalho, tudo isso nos instiga a aproveitar a vida ao lado dos amigos e da família.
Mas as aulas estão voltando, as pessoas sobem a serra e os executivos recolocam suas gravatas. Confesso que começo a torcer pelo toque do telefone com novos clientes nos procurando e os antigos contando novidades. Porque, se a moleza continuar, eu vou me acostumar com essa vida...e quem é empresário no Brasil não pode desfrutar de tantos prazeres. O leão estava manso em janeiro, mas agora temos uma alcatéia para matar nos próximos 334 dias.






