Com fim das sanções da UE, RSF pede ação de autoridades contra jornalistas presos em Cuba
Com fim das sanções da UE, RSF pede ação de autoridades contra jornalistas presos em Cuba
A organização Repórteres Sem Fronteiras divulgou nesta quarta-feira (25) um comunicado pedindo ao governo cubano de Raúl Castro um gesto em favor do correspondente Ricardo González Alfonso, detido desde março de 2003, e dos outros jornalistas encarcerados.
O pedido é uma contrapartida ao levantamento definitivo, na última segunda-feira (23), das sanções políticas impostas à Cuba pela União Européia. A RSF diz que, desde que Raúl Castro assumiu a presidência do Conselho de Estado de Cuba, "a liberdade de expressão e informação experimentou alguns progressos, com o direito dos cubanos de comprar material de informática individual, ou ter acesso aos hotéis turísticos, que possuem melhor conexão à internet".
Em comunicado, a entidade afirma que os esforços para libertar os vinte e três jornalistas que ainda estão presos deve continuar. Dezenove deles estão encarcerados desde a onde repressiva de março de 2003. "As sanções que a União Européia adotou neste período, suspensas depois de 2005, agora acabaram. O governo cubano já não tem desculpas para se esquivar da questão da melhora da situação dos direitos humanos e da liberdade de expressão", declarou a RSF.
Ricardo González Alfonso, de 58 anos, foi detido em 18 de março de 2003, acusado de ser um "mercenário" a serviço dos Estados Unidos. Condenado a vinte anos de prisão, Ricardo padece de hipertensão arterial, artrite cervical e problemas circulatórios e digestivos.
Com vinte e três detidos, Cuba continua sendo o segundo lugar do mundo com mais jornalistas presos; só perde para a China.
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