Colunista de "O Globo" é identificado como gay em envelope enviado por assessoria
Jornalista registrará boletim de ocorrência e entrará na Justiça
Atualizado em 17/07/2015 às 09:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista Christovam de Chevalier, que assina a coluna "Parada Obrigatória", do caderno Zona Sul do jornal , foi vítima de discriminação na última quinta-feira (16/7). Um pacote enviado por uma assessoria de imprensa estava identificado com os dizeres: "Colunista (gay) filho da Scarlet Moon".
Crédito:Reprodução/Facebook Colunista vai processar a assessoria por constrangimento e crime de homofobia
O profissional usou sua para criticar a atitude. Ele informou que registrará um boletim de ocorrência e entrará na Justiça contra a empresa responsável pelo envio. Chevalier também se disse "enojado" ao ter visto que sua mãe, a jornalista e escritora Scarlet Moon, também foi utilizada como referência. "SIM, sou GAY e filho da Scarlet Moon. Mas será que esse aposto fará diferença para as pessoas em cujas mãos esse envelope passou?", questionou.
"Não me envergonho de ser apontado como GAY. Há muitos anos que assumi minha orientação sexual à família e àqueles que me querem bem. Desde então, construí com dedicação e profissionalismo um nome na minha profissão, levo minha vida com discrição e dignidade, além de honrar compromissos e despesas com responsabilidade", reforçou.
Orientado por advogados, o jornalista informou que vai registrar um boletim de ocorrência por constrangimento e crime de homofobia nesta sexta-feira (17/7). Ele ainda vai entrar com uma ação na Justiça contra a empresa que enviou o pacote.
“Bom, o caso já está com o advogado Ricardo Brajterman e com Raquel Castro, presidente da Comissão de Direitos Homoafetivos da OAB. Não sou de brigar, mas não vejo outra forma de me fazer respeitar, honrar minha dignidade e, sobretudo, a memória da minha mãe. Se eu me acovardar, só vou colaborar para o crescimento já gritante do desrespeito às diferenças nesta cidade e neste país”, escreveu.
Pedido de desculpas
Ao O Globo , Bianca Teixeira, dona da assessoria de imprensa responsável pelo envio do pacote ao colunista, pediu desculpas a ele e explicou que o episódio foi erro de uma de suas funcionárias, demitida após a confusão.
"Temos a empresa há 16 anos e todos do meio conhecem o meu caráter. Infelizmente, a funcionária responsável por fazer o envio dos pacotes escreveu a referência ao Christovam do jeito que quis na sua lista de contatos e imprimiu a etiqueta dessa forma antes de mandar para o jornalista. Nunca tive qualquer tipo de problema ou restrição ligada à orientação sexual, cor ou classe social de alguém. Foi um erro de funcionário, não de caráter ou preconceito. Fomos vítimas de algo que aconteceu, mas que jamais deveria ter acontecido", acrescentou.
Crédito:Reprodução/Facebook Colunista vai processar a assessoria por constrangimento e crime de homofobia
O profissional usou sua para criticar a atitude. Ele informou que registrará um boletim de ocorrência e entrará na Justiça contra a empresa responsável pelo envio. Chevalier também se disse "enojado" ao ter visto que sua mãe, a jornalista e escritora Scarlet Moon, também foi utilizada como referência. "SIM, sou GAY e filho da Scarlet Moon. Mas será que esse aposto fará diferença para as pessoas em cujas mãos esse envelope passou?", questionou.
"Não me envergonho de ser apontado como GAY. Há muitos anos que assumi minha orientação sexual à família e àqueles que me querem bem. Desde então, construí com dedicação e profissionalismo um nome na minha profissão, levo minha vida com discrição e dignidade, além de honrar compromissos e despesas com responsabilidade", reforçou.
Orientado por advogados, o jornalista informou que vai registrar um boletim de ocorrência por constrangimento e crime de homofobia nesta sexta-feira (17/7). Ele ainda vai entrar com uma ação na Justiça contra a empresa que enviou o pacote.
“Bom, o caso já está com o advogado Ricardo Brajterman e com Raquel Castro, presidente da Comissão de Direitos Homoafetivos da OAB. Não sou de brigar, mas não vejo outra forma de me fazer respeitar, honrar minha dignidade e, sobretudo, a memória da minha mãe. Se eu me acovardar, só vou colaborar para o crescimento já gritante do desrespeito às diferenças nesta cidade e neste país”, escreveu.
Pedido de desculpas
Ao O Globo , Bianca Teixeira, dona da assessoria de imprensa responsável pelo envio do pacote ao colunista, pediu desculpas a ele e explicou que o episódio foi erro de uma de suas funcionárias, demitida após a confusão.
"Temos a empresa há 16 anos e todos do meio conhecem o meu caráter. Infelizmente, a funcionária responsável por fazer o envio dos pacotes escreveu a referência ao Christovam do jeito que quis na sua lista de contatos e imprimiu a etiqueta dessa forma antes de mandar para o jornalista. Nunca tive qualquer tipo de problema ou restrição ligada à orientação sexual, cor ou classe social de alguém. Foi um erro de funcionário, não de caráter ou preconceito. Fomos vítimas de algo que aconteceu, mas que jamais deveria ter acontecido", acrescentou.





