Collor desqualifica revista e condena divulgação de ameaça contra jornalista
Collor desqualifica revista e condena divulgação de ameaça contra jornalista
O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) se pronunciou, na tarde desta terça-feira (03), a respeito da reportagem da revista IstoÉ sobre a impugnação de sua candidatura ao governo de Alagoas e sobre o episódio em que ameaça e xinga, por telefone, o responsável pela matéria, o jornalista Hugo Marques, conforme revelou divulgada pelo Portal IMPRENSA.
| Agência Senado | |
| Collor de Melo |
O senador desqualificou a apuração de Hugo - ao qual se referiu como "Bruno Marques" - e apresentou 12 certidões de "nada consta" expedidas por órgãos do judiciário federal e de Alagoas, segundo informa a Agência Senado.
Na opinião do senador, o título do texto de Marques - "Onde estão os fichas-limpas?" - induz o leitor a uma interpretação equivocada.
"Trata-se de apuração errônea do dito repórter, ou mesmo não efetuada como recomenda a boa prática jornalística. Todas as exigências da Justiça Eleitoral foram atendidas, conforme aqui comprovo, mostrando, uma a uma, todas as certidões já devidamente entregues", afirmou Collor.
Para Collor, além do jornalista supostamente não ter cumprido com as exigências daquilo que chamou de "bom jornalismo", pecou ao divulgar, sem autorização, a conversa em que ameaça "enfiar a mão na cara" e xinga Hugo Marques de "filho da puta". No entendimento do senador, o repórter teria ignorado o início do diálogo e repassado à reportagem apenas parte da conversa na intenção de se passar por vítima.
Aproveitando a ocasião, Collor apresentou seu posicionamento em relação a PEC do Diploma, que restabelece a obrigatoriedade de formação específica para exercício do jornalismo. Para o ex-presidente, o diploma não garante isonomia e bom jornalismo e a PEC apenas criaria uma reserva de mercado.
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