Coleguinhas: A coleção de selos de Marcio Javaroni e o missólogo Roberto Macedo

Atualizado em 11/01/2013 às 19:01, por Redação Portal IMPRENSA.

SELADO E CARIMBADO

As paixões de Marcio Javaroni nasceram ainda na infância. Aos 8 anos ganhou da sua dentista dois selos como “prêmio” por ter se comportado durante a consulta e assim descobriu a filatelia – arte de colecionar selos –, também praticada por seu bisavô e incentivada pelo padrinho. Quando criança, adorava produzir jornais sobre os torneios de futebol de botão que disputava com os amigos em Ribeirão Preto (SP), onde nasceu. Mas o jornalismo ficou para terceira opção, depois de prestar farmácia e cursar direito. Marcio começou a carreira de jornalista no jornal Tribuna, como repórter de “Esportes”, e em seguida foi subeditor no jornal Verdade. Em 2002, recém-casado com a enfermeira Rafaela, decidiu abrir uma agência de comunicação, a Toque de Letra, que teve como primeiro cliente o Sertãozinho FC, clube que disputava naquele ano a primeira divisão do Campeonato Paulista pela primeira vez.
Em 2009, nascem mais duas paixões: a filha Manuela e o blog Filatelia Ribeirão, que hoje se tornou o Portal Filatelia, com o objetivo de incentivar a prática e oferecer informações sobre o tema para filatélicos de todo o País. “O mais interessante é a reação de quem não coleciona ao ver nossa paixão. Muitos não entendem nada, outros acham o hobby diferente, e tem até quem pense que selos nem existem mais – culpa da internet. Hoje tenho vários amigos que viraram ‘fontes’ e já teve até quem também virou colecionador. Aliás, fica o convite para os leitores”, brinca.
O PAPA DAS MISSES

A paixão pela geografia e diversidade cultural de países que conhecia apenas por meio das revistas O Cruzeiro e Manchete, unida ao encanto pelo universo das misses, levou Roberto Macedo a investir em uma carreira desafiadora. Como missólogo, especialista em concursos de beleza, ele encontrou um nicho inusitado de atuação, sendo hoje referência no Brasil e América Latina no segmento.
Formado em arquitetura e jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, o especialista presta consultorias e é ouvido como fonte para matérias sobre o assunto, além de também fazer a cobertura de alguns concursos. Em 1998, por exemplo, foi para o Havaí a serviço do jornal O Progresso. A relação entre a profissão de missólogo e a de jornalista, aliás, sempre foi próxima. Além da questão da beleza, o que interessa o especialista nos concursos são os contextos sociopolítico e econômico que envolvem o evento.
A especialidade rara no país lhe rendeu ainda participações em dezenas de programas de TV, como no Jô, Fantástico e Vitrine, da TV Cultura. Para o futuro o jornalista espera concluir um livro sobre o assunto, com base em suas participações como jurado de concursos, coberturas jornalísticas e pesquisas pessoais em bibliotecas de dez estados brasileiros.